PREFÁCIO, por Léo Áquilla

 


É uma grande alegria recomendar a leitura deste livro para todos, todas e todes. Se eu tivesse que escolher uma única palavra para definir este trabalho eu diria: necessário!

O autor, Dr. João Marcelo, é um homem hétero, casado com uma mulher cis, que tem sido um aliado muito dedicado a tudo o que possa ser bom para nós, para nossa comunidade LGBTQIA+. Meu amigo pessoal a muitos anos, compartilha a mesma visão que tenho do mundo, do respeito e do amor ao próximo.

Sendo profissional de saúde, tem total clareza de que não podemos aceitar que o preconceito nos atinja em momentos tão delicados quanto no atendimento à nossa saúde. Uma forma extremamente cruel de desrespeito que tem matado pessoas ao negar atenção médica e nutricional que uma pessoa LGBTQIA+ precisa. 

Você sabe do que estou falando. Dentro de um consultório, dentro de um hospital, em um momento de fragilidade, de doença, quem não escutou que a "culpa" é do nosso jeito de viver? Que estamos doentes por tomar hormônios e a única solução seria parar? Até mesmo que Deus nos condena!

Neste livro o autor, profissional de Nutrição, desafia esse sistema cruel, caminha na contramão, combate todo preconceito e coloca o seu conhecimento de uma forma simples, direta e fácil de entender para que você, mesmo sem nenhum conhecimento sobre saúde, possa entender o que acontece com seu corpo.

Para que você possa, através da alimentação, depender menos de outras pessoas para se cuidar. Possa discutir de igual para igual com qualquer profissional de saúde sobre sua saúde e seu corpo. Estou falando de empoderamento e de autonomia. A verdade liberta e o conhecimento é poder!

Você sabe...

Como se alimentar para evitar riscos à saúde quando você toma hormônios? Como ter a vida mais saudável e ao mesmo tempos ser quem você é, desafiando os preconceitos? 

Ele toca em detalhes como, por exemplo, a forma que o homem trans deve se alimentar para reduzir espinhas, a forma de evitar problemas nos ossos quando cessa a menstruação, a forma que a mulher trans pode, pela alimentação, evitar varizes, como se alimentar para uma cirurgia cicatrizar mais rápido, para o botox durar mais.... está tudo aqui, para você!

Algo que eu nem precisei pedir para ele, porque você sabe que eu pediria mesmo... quando veio me convidar para escrever este prefácio já chegou dizendo: este livro será sempre gratuito e meu único desejo é que chegue um dia a cada pessoa LGBTQIA+ deste nosso país.

Receba este livro como um gesto de carinho, de AMOR POR VOCÊ!

Boa Leitura!


Léo Áquilla

Coordenadora Municipal da Diversidade da Prefeitura de São Paulo
Em abril de 2024

ÍNDICE

 


Capítulo 1- Princípios gerais de saúde e nutrição

Dicas sobre o óleo de côco

Beba água pura!

Tem sal que faz bem, tem sal que faz mal


Capítulo 2 - Os riscos e malefícios da desnutrição


Capítulo 3- Inflamação: vilão de nossa saúde e estética

Curcumina e piperina, o poderoso antiinflamatório natural


Capítulo 4 - Nutrição e solidão


Capítulo 5- Nutrição para a diversidade


Capítulo 6 - Nutrição e estética

Beleza da pele, cabelos e unhas

Como deve ser a alimentação pós procedimentos estéticos?

Como fazer o botox durar mais através da alimentação?

Como fazer o preenchimento com ácido hialurônico durar mais?

Piercings e tatuagens

Micropigmentação de cabelos e sobrancelhas


Capítulo 7 - Nutrição no pós cirúrgico

A importância do colágeno para a cicatrização dos cortes cirúrgicos

Nutrição após cirurgia de implante capilar

Nutrição após cirurgia de mastectomia


Capítulo 8 - Nutrição para quem vive com HIV

Como deve ser a alimentação de pessoas que vivem com HIV?

O consumo de álcool e drogas por quem vive com HIV

Interação entre alimentos e medicamentos utilizados por quem vive com HIV

Suplementação para pessoas vivendo com HIV

Perspectivas de futuro para quem vive com HIV


Capítulo 9 - Nutrição para suporte ao tratamento de ansiedade e depressão

Nutrição para suporte ao tratamento de ansiedade e depressão

Antidepressivos na perda e ganho de peso

Interação entre alimentos e medicamentos para ansiedade e depressão

A relação entre o uso de hormônios, a ansiedade e a depressão

A relação do estrógeno, progesterona e testosterona com a ansiedade e depressão em pessoas trans


Capítulo 10 - Nutrição e uso de hormônios

Alimentação saudável na redução dos efeitos colaterais dos hormônios

Prevenção de trombose para quem toma hormônios

Alimentação para prevenção de doenças no fígado, coração e vasos sanguíneos, rins, sistema    endócrino, cérebro e sistema nervoso central e sistema reprodutivo

Benefícios e riscos da testosterona para homens trans

Como os homens trans podem aproveitar a testosterona para ganho de músculos e performance    esportiva?

A parada da menstruação nos homens trans e os riscos para a saúde dos ossos

Hematopoiese, como manter a saúde do sangue com o uso da testosterona

A acne e o uso da testosterona

Testosterona, aromatase e estradiol no homem trans

A libido do homem trans que utiliza testosterona

Benefícios e riscos da progesterona e estradiol para as mulheres trans

Varizes na mulher trans, como a alimentação pode ajudar a evitar?

A libido na mulher trans que utiliza hormônios

Reposição hormonal para o homem cis da melhor idade


Capítulo 11 - Nutrição em transtornos de imagem e alimentares


Capítulo 12 - Nutrição em obesidade


Capítulo 13 - Nutrição para prática esportiva

Os princípios da Nutrição para a prática de esportes

O que é a performance esportiva?

Anabolismo e Catabolismo muscular

Os suplementos alimentares

Os pré-treinos e a ansiedade

As necessidades alimentares para o atleta que utiliza hormônios


Alimentação é vida e uma boa alimentação... é uma boa vida!


AGRADECIMENTOS

 Esta é uma dedicatória difícil, pois são muitas as pessoas a quem agradecer.

Não sigo nenhuma religião, tampouco tenho preconceito contra alguma delas, mas na intimidade da minha casa, chamo Jesus de Papai. Um Papai amoroso que ama igualmente todas as pessoas, que fez todas da forma como são. Um Papai que não está preso a regras, usos e costumes deste ou daquele grupo de pessoas e paredes e que espera de mim, na minha posição de profissional de saúde, que eu ofereça cuidado a todas, todos, todes... muito especialmente a quem mais precisar.

Então ao meu Papai Jesus, sempre em primeiro lugar, muito obrigado por ter vida para servir através da Nutrição pessoas tão especiais e queridas.

Para minha mulher, minha Jessica linda, companheira de absolutamente todas as coisas, amor da minha vida que, mesmo aos 50 anos, tive a alegria de finalmente encontrar. Psicóloga extremamente talentosa, me ensina muito todos os dias e está aqui comigo compartilhando também seus conhecimentos de psicologia.

Meus filhos, minha esperança de um mundo melhor, com mais paz, respeito, amor e menos preconceito.

E como não falar dela, minha amiga querida, um amor da minha vida, com quem aprendo diariamente.

Claro que estou falando da Léo Áquilla, uma das mulheres mais incríveis que conheço.

Leonora, que lançou as primeiras idéias para este livro. Seu trabalho, no momento em que escrevo isto, como Coordenadora da Diversidade da Prefeitura de São Paulo inspira cada um de nós a fazer o que pode, entregar o que tem de melhor por esta comunidade linda que tanto precisa de respeito, atenção e valorização. 

Como um grão de areia perto de tudo que você produz, não só para as pessoas LGBTQIA+, mas para todos os seres humanos, entrego aqui meu conhecimento sobre Nutrição neste trabalho, para todas essas pessoas e ofereço a você querida.

Saúde!!!

Com amor,


Dr. João Marcelo, Nutricionista

Em São Paulo, abril de 2024.


INTRODUÇÃO, POR DR. JOÃO MARCELO


Você sabe o que é "Ikigai"?

"Ikigai" é um conceito japonês que se refere a um sentido de propósito na vida, uma razão para acordar de manhã. A palavra "ikigai" é uma combinação de "iki", que significa vida, e "gai", que significa valor ou mérito.

O ikigai é muitas vezes descrito como a vida onde você tem no seu dia-a-dia quatro elementos:

> O que você ama, as atividades que você realmente gosta de fazer, que lhe trazem alegria e realização.

> No que você é bom, as áreas em que você tem habilidades, talentos ou experiência significativa.

> O que o mundo precisa, as necessidades do mundo ao seu redor, seja sua comunidade, sua família, ou até mesmo a sociedade em geral.

> Algo pelo que você pode ser pago, a área em que você pode encontrar oportunidades de trabalho ou de negócios que lhe permitam sustentar-se financeiramente.

Quando alguém encontra o seu ikigai, encontra um equilíbrio harmonioso entre esses quatro elementos. É quando uma pessoa está fazendo o que ama, é boa nisso, contribui para o mundo e pode ser recompensada por isso.

O conceito de ikigai tem sido associado a uma vida longa e saudável, pois encontrar um propósito significativo pode aumentar a satisfação e o bem-estar emocional. É importante ressaltar que o ikigai é uma jornada pessoal e única para cada indivíduo, e pode evoluir ao longo do tempo.

Nos anos 90 eu tive "Ikigai". Trabalhava com publicidade, uma profissão que estava "em alta" e me permitiu viver essa experiência. O mundo mudou e a profissão deixou de existir como foi naqueles dias.

Passei a estudar Nutrição, um pouco por gostar e ter facilidade para o assunto, um pouco devido ao meu envolvimento com o esporte do fisiculturismo, que exigia esse tipo de conhecimento, para não ficar totalmente nas mãos de médicos e outras pessoas..

Diploma em mãos, pacientes vencendo campeonatos, remuneração adequada através das consultas, mas algo faltava... seria isso algo que o mundo realmente precisava? Isso faria alguma diferença na vida das pessoas? Ou eu seria apenas mais um nutricionista envolvido com pessoas que fazem esportes e frequentam academias?

Quando sentimos que algo falta... então algo falta, concorda?

Recentemente passei a acompanhar mais de perto o trabalho da Leo Aquilla na Coordenação da Diversidade da Prefeitura de São Paulo. Foram surgindo idéias sobre como contribuir. Palestras sobre Nutrição nos centros de acolhimento foram o primeiro passo e acabaram tornando-se um ponto de mudança na minha vida!

Obrigado querida!!! 

Cheguei nas palestras com um conteúdo bem estruturado, mas pessoas não queriam saber o que eu tinha planejado falar! As perguntas eram sobre uso de hormônios, efeitos colaterias, procedimentos estéticos... e se a alimentação poderia ajudar!

Fiquei fascinado, alguém mais queria saber sobre meu assunto preferido! Aprofundei os estudos e descobri que ali estavam pessoas, um mundo de pessoas maravilhosas, precisando de atendimento e conhecimento. De alguma forma, tudo que estudei na vida parecia apontar para responder aquelas perguntas, tratar aquelas pessoas.... puxa! Eu tenho Ikigai de novo!!!!

Minha vida de nutricionista hoje está totalmente voltada ao atendimento a pessoas LGBTQIA+, abordando todas estas questões, que você vai encontrar aqui neste livro.

Muito obrigado a você, que lê agora estas palavras, por ser, para mim, a razão de toda a minha dedicação e a resposta para as perguntas que estavam sem resposta na minha vida! 

Muito obrigado por usar seu tempo precioso para receber tudo que eu posso te ensinar aqui.

Boa leitura! Espero um dia poder agradecer pessoalmente!


Dr. João Marcelo


Cap. 1 - VOCÊ CONHECE OS PRINCÍPIOS GERAIS DE SAÚDE E NUTRIÇÃO?

 

Vamos deixar tudo mais simples e derrubar os mitos sobre Nutrição? 

Você pode aprender, você pode saber tanto quanto eu quando terminar esta leitura e nenhuma alegria poderá ser maior que esta para mim.

Para este tema escolhi falar sobre os princípios de um Guia que considero o melhor trabalho sobre nutrição. Aquele que, se apenas seguíssemos tudo, todos os nossos problemas de alimentação estariam resolvidos. 

Creio que sejam os princípios simples, fáceis, aquilo que instintivamente nossos avós já sabiam e faziam. Tempo em que não havia tantas doenças como hoje em dia. 

Estou falando de um guia chamado Guia Alimentar para a População Brasileira.

O Guia Alimentar para a População Brasileira foi elaborado pelo Ministério da Saúde do Brasil durante o governo da Presidente Dilma Roussef e é referência, por exemplo, para os nutricionistas que determinas a alimentação dos alunos nas escolas infantis e estabelece uma série de princípios gerais de alimentação saudável. 

Aqui estão alguns deles: 

1. Faça refeições balanceadas.

Priorize alimentos de diferentes grupos alimentares em cada refeição, incluindo cereais, leguminosas, frutas, legumes, verduras, proteínas de origem animal e vegetal. 

2. Varie os alimentos.

Consuma uma ampla variedade de alimentos para garantir a ingestão de nutrientes diversos e promover uma alimentação equilibrada. 

3. Coma com regularidade e atenção.

Mantenha horários regulares para as refeições e coma com atenção, evitando distrações, como televisão ou celular, para favorecer a percepção de saciedade e promover uma relação saudável com a comida. 

4. Prefira alimentos naturais.

Opte por alimentos minimamente processados ou in natura, evitando o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em aditivos, açúcares e gorduras saturadas. 

5. Reduza alimentos processados e evite alimentos ultraprocessados.

Reduza o consumo de alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos, biscoitos recheados e alimentos prontos para consumo, que tendem a ser pobres em nutrientes e ricos em calorias vazias. 

6. Cuide do ambiente alimentar.

Priorize ambientes que promovam escolhas saudáveis, como ter alimentos frescos e minimamente processados à disposição e evitar o acesso fácil a alimentos ultraprocessados. 

7. Atenção aos modos de preparo.

Dê preferência a métodos de preparo culinário que preservem os nutrientes dos alimentos, como cozimento, assamento, grelhamento e vaporização, e evite o uso excessivo de gorduras, sal e açúcar nos preparos. 

Estes são alguns dos princípios gerais destacados no Guia Alimentar para a População Brasileira, que visa promover hábitos alimentares saudáveis e contribuir para a prevenção de doenças relacionadas à alimentação. 

Aproveito para incluir algumas dicas úteis para o seu dia-a-dia.


Você sabe quais os benefícios de usar o óleo de côco?

Existem alimentos diferenciados, que realmente têm benefícios para a nossa saúde, tanto pensando em nosso organismo "por dentro", quanto na parte estética, por exemplo, ajudando na beleza da pele e dos cabelos.

Vamos falar sobre um deles, que uso regularmente em casa, com minha família e recomendo muito a você: o óleo de côco,

O óleo de côco tem sido objeto de interesse devido aos potenciais benefícios para a saúde. Aqui estão alguns deles: 

1. Ácidos graxos de cadeia média (AGCM).

O óleo de coco é rico em ácidos graxos de cadeia média, como o ácido láurico, caprílico e caprílico. Esses ácidos graxos são absorvidos rapidamente pelo corpo e são uma fonte de energia prontamente disponível, o que pode ajudar na melhoria do desempenho físico e mental. Uma gordura que vira rapidamente e o corpo não acumula, ou seja, não engorda.

2. Propriedades antioxidantes.

O óleo de coco contém compostos antioxidantes, como polifenóis, que podem ajudar a combater o estresse oxidativo e proteger as células contra danos causados pelos radicais livres, contribuindo para a saúde celular e reduzindo o risco de doenças crônicas. Na prática isso ajuda muito a evitar o envelhecimento precoce, principalmente da pele.

3. Melhoria da saúde cardiovascular.

Alguns estudos sugerem que o consumo moderado de óleo de coco pode aumentar os níveis de colesterol HDL (colesterol "bom"), o que pode ter efeitos benéficos na saúde cardiovascular, ajudando a reduzir o risco de doenças cardíacas. 

4. Propriedades antimicrobianas.

O ácido láurico presente no óleo de coco tem propriedades antimicrobianas, o que pode ajudar a combater bactérias, vírus e fungos, ajudando a fortalecer o sistema imunológico e prevenir infecções. 

5. Benefícios para a saúde da pele e do cabelo.

O óleo de coco é frequentemente utilizado em produtos de cuidados com a pele e o cabelo devido às suas propriedades hidratantes e emolientes, podendo ajudar a melhorar a hidratação, suavidade e elasticidade da pele, bem como a saúde do cabelo. QUando a pele fica vermelha pelo excesso de exposição ao sol, passar uma camada de óleo de côco funciona melhor do que qualquer produto de farmácia!


Beba água pura!

Beber água é essencial para manter o funcionamento saudável do organismo e contribuir para a saúde da pele e do cabelo. Aqui estão alguns benefícios, quantidades recomendadas de consumo e riscos da desidratação:


 Benefícios para a saúde e estética:

1. Hidratação do corpo.  

A água é essencial para manter o equilíbrio hídrico do corpo, facilitando várias funções fisiológicas, como a regulação da temperatura corporal, transporte de nutrientes e eliminação de resíduos. 

2. Saúde da pele.

A ingestão adequada de água pode ajudar a manter a pele hidratada, promovendo sua elasticidade, suavidade e brilho. A desidratação pode levar a pele seca, irritada e com aparência envelhecida. 

3. Saúde do cabelo.

A água é importante para manter a saúde do couro cabeludo e dos folículos capilares, ajudando a prevenir a caspa, a quebra e a queda excessiva de cabelo. 


Quantidades recomendadas de consumo de água por faixa etária

- Bebês (0-6 meses): Aproximadamente 700-800 ml por dia, incluindo leite materno ou fórmula. 

- Crianças (7 meses - 3 anos): Aproximadamente 0,8-1 litro por dia, incluindo leite e líquidos. 

- Crianças (4-8 anos): Aproximadamente 1,2 litros por dia. 

- Crianças (9-13 anos): Aproximadamente 1,5 litros por dia. 

- Adolescentes e adultos: Aproximadamente 2-3 litros por dia, dependendo de fatores como idade, peso, atividade física e condições climáticas. 


Riscos da desidratação

Quando falta água, o corpo inteiro fica desidratado. Fica fácil de entender quando olhamos para uma planta, uma flor, sem água. Perde-se a força, o brilho, a flor murcha, a planta definha. Com nosso organismo, nosso corpo ocorre o mesmo!

1. Comprometimento da função cognitiva. 

A desidratação pode afetar negativamente a função cognitiva, o uso da nossa mente, causando fadiga, dificuldade de concentração, dores de cabeça e irritabilidade. 

2. Riscos para a saúde cardiovascular. 

A desidratação pode aumentar o risco de complicações cardiovasculares, como pressão arterial elevada (pressão alta) e aumento da frequência cardíaca. 

3. Complicações renais. 

A desidratação pode sobrecarregar os rins, levando a problemas como cálculos renais e infecções do trato urinário. 

4. Impacto na estética. 

A desidratação pode causar pele seca, sem brilho e enrugada, bem como cabelo seco, quebradiço e sem vida, afetando a aparência estética. 

É importante beber água regularmente ao longo do dia e prestar atenção aos sinais de sede do corpo para garantir uma hidratação adequada. 


Tem sal que faz bem, tem sal que faz mal

Já é algo bem conhecido o sal em excesso ser um vilão contra a nossa saúde. Entre as condições de alerta para o consumo do sal está a hipertensão, ou pressão alta e outras doenças cardiovasculares.

No entanto vale observar que esse alerta é válido para o sal de cozinha, sal de saleiro, sal refinado como conhecemos. Este sal é composto praticamente apenas por cloreto de sódio, que realmente traz esses riscos. No processamento deste sal são retirados praticamente todos os outros minerais.

Já o sal marinho, o sal "original" da natureza, sem o processamento e refinamento, também é composto principalmente de cloreto de sódio, mas também contém uma variedade de minerais como cálcio, magnésio, potássio e traços de outros minerais como ferro, zinco e iodo. 

Esses minerais fornecem benefícios para a saúde, como a regulação da pressão arterial, função muscular e nervosa adequadas, e contribuem para a saúde óssea e imunológica.

Ou seja, o sal refinado de cozinha é veneno. O sal marinho é remédio!


Cap. 2 - OS RISCOS E MALEFÍCIOS DA DESNUTRIÇÃO


Desnutrição é uma condição em que o corpo não recebe os nutrientes necessários em quantidade e qualidade adequadas para manter a saúde e o funcionamento normal do organismo. 

Isso pode ocorrer devido à falta de acesso a alimentos nutritivos, dietas desequilibradas, problemas de absorção de nutrientes ou condições médicas que aumentam as necessidades nutricionais do corpo. A desnutrição pode resultar em problemas de crescimento e desenvolvimento, fraqueza, comprometimento do sistema imunológico e maior risco de doenças. 

A desnutrição, seja por deficiência de macronutrientes, micronutrientes ou calorias, pode ter uma série de consequências adversas para a saúde, a estética e o surgimento e agravamento de doenças. Aqui estão alguns riscos associados à desnutrição: 

1. Impacto na saúde.

A desnutrição pode levar a uma série de problemas de saúde, incluindo enfraquecimento do sistema imunológico, redução da resistência a infecções, maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares, e comprometimento do crescimento e desenvolvimento em crianças. 

2. Efeitos na estética. 

A desnutrição pode causar uma série de efeitos indesejados na aparência física, incluindo perda de peso excessiva, pele seca e sem brilho, cabelos frágeis e quebradiços, unhas quebradiças, inchaço facial devido à retenção de líquidos e aparência geral de cansaço e desgaste. 

3. Desenvolvimento de doenças. 

A desnutrição pode aumentar o risco de desenvolvimento e agravamento de uma variedade de doenças, incluindo distúrbios gastrointestinais, distúrbios neurológicos, anemia, osteoporose, distúrbios mentais, como depressão e ansiedade, e deficiências vitamínicas e minerais. 

4. Complicações durante a gravidez. 

A desnutrição materna durante a gravidez pode levar a complicações para a mãe e o feto, incluindo baixo peso ao nascer, parto prematuro, aborto espontâneo, retardamento do crescimento fetal, defeitos congênitos e complicações durante o parto. 


Portanto, é fundamental garantir uma alimentação adequada e equilibrada para evitar a desnutrição e suas consequências negativas para a saúde, a estética e o bem-estar geral. Além disso, é importante buscar orientação médica e nutricional para identificar e tratar a desnutrição quando necessário, especialmente em grupos de risco, como crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas com condições médicas crônicas.


O uso de suplementos alimentares na desnutrição

Os suplementos alimentares podem desempenhar um papel importante na prevenção e reversão da desnutrição, fornecendo nutrientes essenciais que podem estar ausentes na dieta devido a restrições alimentares, dificuldades de acesso a alimentos variados ou condições médicas que afetam a absorção de nutrientes.

 Aqui estão algumas maneiras pelas quais os suplementos alimentares podem contribuir para melhorar a desnutrição: 

1. Fornecimento de nutrientes essenciais.

Os suplementos alimentares podem ser formulados para fornecer nutrientes específicos, como vitaminas, minerais, proteínas ou calorias adicionais, que são essenciais para manter a saúde e prevenir deficiências nutricionais. 

2. Aumento da ingestão de calorias.

Em casos de desnutrição energética, os suplementos alimentares ricos em calorias, como shakes ou barras nutricionais, podem ajudar a aumentar a ingestão calórica diária, fornecendo energia adicional para promover o ganho de peso e o reparo tecidual. 

3. Melhoria da absorção de nutrientes.

Alguns suplementos alimentares contêm nutrientes que podem melhorar a absorção de outros nutrientes, como a vitamina D, que ajuda na absorção de cálcio, ou a piperina, que pode aumentar a biodisponibilidade de certos nutrientes, como a curcumina. 

4. Facilidade para consumir.

Os suplementos alimentares são frequentemente formulados de maneira conveniente, como comprimidos, cápsulas, pós ou líquidos, facilitando a administração e o consumo, especialmente para pessoas com dificuldades de mastigação, deglutição ou apetite reduzido. 

5. Abordagem personalizada.

Os suplementos alimentares podem ser adaptados às necessidades individuais de cada paciente, levando em consideração fatores como idade, sexo, condições médicas subjacentes e objetivos de saúde específicos. 


Cap. 3 - A INFLAMAÇÃO FAZ MAL PARA NOSSA SAÚDE E NOSSA ESTÉTICA!

 O que é a inflamação do organismo?

A inflamação no corpo humano é uma resposta natural do sistema imunológico a lesões, infecções ou irritações. 

É um processo complexo que envolve a liberação de substâncias químicas pelo corpo para proteger os tecidos e combater invasores, como bactérias e vírus. 

Embora seja uma parte importante do sistema de defesa do corpo, a inflamação excessiva ou crônica (quando dura muito tempo) pode causar danos aos tecidos e contribuir para o desenvolvimento de várias doenças. 

Em termos simples, quando uma parte do corpo está inflamada, isso significa que o sistema imunológico está ativado e trabalhando para combater algo que considera uma ameaça. 

Ocorre dentro do organismo, em órgãos como o intestino, por exemplo, e, de forma mais aparente, como na pele por exemplo, a inflamação pode se manifestar como vermelhidão, inchaço, calor e dor na área afetada.

A inflamação crônica no corpo humano, ou seja, não acontece apenas quando necessária e o corpo fica direto inflamado, está associada a uma série de riscos para a saúde e estética, podendo contribuir para o desenvolvimento e progressão de vários problemas: 

1. Doenças crônicas.

A inflamação crônica pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, artrite reumatoide, doença de Alzheimer, doença de Parkinson, câncer e doenças autoimunes. 

A inflamação crônica pode acelerar o processo de envelhecimento, contribuindo para o desenvolvimento de rugas, linhas finas, flacidez da pele, manchas de idade e outras alterações estéticas associadas ao envelhecimento. 

3- Obesidade e adiposidade visceral.

A inflamação crônica está associada à obesidade e ao acúmulo de gordura visceral (dentro do corpo, entre os órgãos, é uma gordura diferente daquela que fica embaixo da pele), que por sua vez aumentam o risco de desenvolvimento de resistência à insulina, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outros distúrbios metabólicos. 

4- Distúrbios da pele.

A inflamação crônica pode contribuir para o desenvolvimento de várias condições de pele, como acne, eczema, psoríase, rosácea e dermatite, devido ao impacto negativo da inflamação na função da barreira cutânea e no equilíbrio da microbiota da pele. 

5- Deterioração da saúde capilar.

A inflamação crônica pode afetar negativamente a saúde do cabelo, contribuindo para problemas como queda de cabelo, caspa, couro cabeludo irritado e quebra de cabelo, devido ao estresse oxidativo e à inflamação do folículo capilar. 

Portanto, é importante adotar medidas para reduzir a inflamação crônica no corpo, incluindo a manutenção de um peso saudável, uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios, como frutas, vegetais, peixes ricos em ômega-3 e especiarias, a prática regular de exercícios físicos, o controle do estresse e a redução do consumo de substâncias inflamatórias, como álcool, tabaco e alimentos ultraprocessados.


Como reduzir a inflamação através da alimentação

A alimentação desempenha um papel crucial na modulação da inflamação do organismo, e adotar uma dieta anti-inflamatória pode ajudar a reduzir a inflamação e melhorar a saúde geral. 

Apresento para você agora algumas estratégias nutricionais para reduzir a inflamação através da alimentação: 

1. Aumente o consumo de alimentos ricos em antioxidantes.

Frutas e vegetais coloridos, como mirtilos, morangos, cerejas, espinafre e couve, são ricos em antioxidantes, como vitaminas C e E, flavonoides e carotenoides, que ajudam a combater o estresse oxidativo e a reduzir a inflamação. 

2. Inclua ácidos graxos ômega-3 na dieta.

 Fontes de ácidos graxos ômega-3, como peixes gordurosos (salmão, sardinha, cavala), sementes de linhaça, chia e nozes, têm propriedades anti-inflamatórias e podem ajudar a reduzir a produção de substâncias pró-inflamatórias no corpo. 

3. Consuma mais gorduras saudáveis.

Substitua gorduras saturadas por gorduras saudáveis, como azeite de oliva extra virgem, abacate, sementes, nozes e óleo de coco, que possuem propriedades anti-inflamatórias e podem ajudar a reduzir a inflamação no corpo. 

4. Evite alimentos ultraprocessados.

Mais uma vez voltamos a falar sobre os malefícios dos alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares refinados, gorduras trans, aditivos alimentares e outros ingredientes artificiais, podem promover a inflamação no corpo, portanto, é importante limitar o consumo desses alimentos e optar por opções mais naturais e minimamente processadas. 

5. Reduza o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas e carboidratos refinados.

Alimentos como carnes gordurosas, laticínios integrais, alimentos fritos, doces, refrigerantes e produtos de panificação refinados podem promover a inflamação no corpo, portanto, é recomendável reduzir o consumo desses alimentos e optar por opções mais saudáveis. 

Ao adotar uma dieta rica em alimentos anti-inflamatórios e pobre em alimentos pró-inflamatórios, é possível reduzir a inflamação no corpo e melhorar a saúde geral. No entanto, é importante lembrar que a dieta deve ser parte de um estilo de vida saudável, que inclui exercícios físicos regulares, controle do estresse, sono adequado e abstenção de tabaco e álcool, para obter os melhores resultados.


Curcumina e piperina, o poderoso antiinflamatório natural

A curcumina e a piperina são compostos naturais encontrados em plantas, conhecidos por seus potenciais benefícios para a saúde. A curcumina é o princípio ativo da cúrcuma, conhecida como açafrão. A piperina é o princípio ativo da pimenta preta, conhecida como pimenta do reino.


DICA DO AUTOR

A cúrcuma pode ser encontrada na forma in natura, uma raiz semelhante ao gengibre por fora, porém de cor bem laranja por dentro. Está disponível no mercado também em forma de pó, mas aqui cabe um alerta! 

Trata-se de um dos produtos mais falsificados do momento, geralmente "batizado", acrescido de fubá. 

Para descobrir se a cúrcuma em pó é verdadeira, coloque um colher em um copo de água. A cúrcuma pura dissolve facilmente na água enquanto aquela acrescida de fubá forma uma "papinha", tornando fácil para você a identificação!

Se preferir utilizar a cúrcuma in natura, sugiro a mesma forma que eu faço. Retire a casca da cúrcuma e bata em um liquidificador com suco de limão espremido, formando uma "papinha". Guarde na geladeira.

Uma vez por dia pegue uma colher cheia dessa "papinha", coloque em um copo com água ou suco de sua preferência (sem açúcar), uma pitada de pimenta preta moída e tome.

Existem suplementos de curcumina com piperina a venda, mas geralmente acaba sendo a opção menos econômica.


Aqui estão alguns dos principais benefícios da curcumina com piperina:

 1. Propriedades anti-inflamatórias.

Tanto a curcumina quanto a piperina demonstraram ter propriedades anti-inflamatórias, ajudando a reduzir a inflamação no corpo, o que pode ser benéfico para a prevenção e o tratamento de doenças inflamatórias crônicas, como artrite, doenças cardíacas e doenças autoimunes. 

2. Propriedades antioxidantes.

Tanto a curcumina quanto a piperina exibem atividade antioxidante, ajudando a neutralizar os radicais livres e proteger as células contra danos oxidativos, o que pode ajudar a prevenir o envelhecimento precoce, doenças neurodegenerativas e câncer. A oxidação é ainda um fator relevante para o envelhecimento da pele.

3. Melhoria da absorção de nutrientes.

A piperina, presente na pimenta preta, tem sido estudada por sua capacidade de aumentar a absorção de certos nutrientes, incluindo a curcumina. A combinação de curcumina e piperina pode melhorar a biodisponibilidade da curcumina, garantindo que mais do composto seja absorvido pelo organismo e utilizado de forma eficaz.

4. Melhoria da saúde cerebral.

Estudos sugerem que a curcumina pode ter efeitos neuroprotetores e ser benéfica para a saúde cerebral, ajudando a melhorar a função cognitiva, reduzir o risco de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson, e promover o crescimento de novas células cerebrais. 


Cap. 4 - NUTRIÇÃO E SOLIDÃO

Com Psicóloga Jessica Oliveira 


Quero apresentar a você o conceito de Comensalidade, tudo aquilo que envolve o ato de alimentar-se de forma positiva e saudável, publicado no Guia Alimentar para a População Brasileira, que já citamos nos capítulos anteriores.

Você vai entender que a solidão está diretamente ligada à desnutrição e todos os seus prejuízos para a vida e a saúde que vimos antes! A solidão atrapalha muito a nossa alimentação e, preocupando-se com isso, o Guia Alimentar apresenta um conceito chamado "comensalidade", ou tudo que está em volta, antes, durante e depois da refeição, do ato de comer.

Comensalidade inclui:


1- Compartilhamento de refeições.

Encoraja-se o hábito de compartilhar refeições com outras pessoas, promovendo momentos de convivência e fortalecendo os laços sociais e familiares.

2- Valorização da cultura alimentar.

Incentiva-se o respeito e a valorização da diversidade cultural alimentar, reconhecendo a importância das tradições e práticas alimentares de cada região do país.

3- Apreciar a comida.

Propõe-se que as refeições sejam momentos de apreciação e desfrute dos alimentos, estimulando os sentidos e a conexão com o ato de comer.

4- Preparação e consumo de alimentos.

Destaca-se a importância de envolver-se no preparo dos alimentos, desde a seleção dos ingredientes até o momento da refeição, promovendo uma relação mais consciente e prazerosa com a alimentação.

5- Importância do ambiente alimentar.

Reconhece-se a influência do ambiente onde as refeições são realizadas, destacando a importância de criar espaços adequados e acolhedores para o ato de comer.

6- O respeito ao meio ambiente e às pessoas.

É fundamental saber que nosso alimento, em nossa mesa, faz parte de um ciclo positivo de vida, onde o meio ambiente não foi destruído e pessoas não foram exploradas. Pensando em uma alimentação mais natural, que tal escolher aqueles vindos de pequenos produtores, agricultura familiar, empresas que comprovadamente respeitam as pessoas? 

Sempre que é possível devemos escolher assim, pois de alguma forma a solidão é menor quando estamos integrados ao mundo e mesmo a pessoas que nem conhecemos!


Percebe como a falta de companhia, a solidão, interfere de forma direta e negativa para tudo o que está ao redor do ato de alimentar-se, reduzindo muito o prazer da alimentação e contribuindo de forma muito severa para a desnutrição?

Infelizmente isso é algo bastante comum na terceira idade, por exemplo. Mas por que torna-se tão mais grave entre pessoas LGBTQIA+?


Existem diversos fatores que podem contribuir para a solidão mais frequente entre pessoas LGBTQIA+. Alguns destes sérios fatores agravantes, que são muitos, incluem:

1- Estigma e discriminação.

Pessoas LGBTQIA+ frequentemente enfrentam estigma social, preconceito e discriminação em suas vidas diárias, o que pode levar ao isolamento social e à solidão.

2- Rejeição familiar.

Muitas pessoas LGBTQIA+ enfrentam rejeição por parte de suas famílias devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero, o que pode resultar em falta de apoio emocional e social.

3- Falta de comunidade de apoio.

Em muitos lugares, as comunidades LGBTQIA+ podem ser pequenas ou inexistentes, o que dificulta a formação de laços sociais e de apoio.

4- Barreiras de acesso a serviços de saúde mental

Pessoas LGBTQIA+ podem enfrentar dificuldades adicionais para acessar serviços de saúde mental sensíveis às suas necessidades específicas, o que pode dificultar o enfrentamento da solidão e outros problemas de saúde mental.

5- Questões relacionadas à identidade de gênero

Para pessoas transgênero, a solidão pode ser exacerbada pela falta de compreensão e apoio social em relação à sua identidade de gênero, bem como por questões de acesso a cuidados de saúde e serviços de apoio.


Posição do autor

Será que as pessoas preconceituosas têm idéia da crueldade, do alcance e do poder de destruição de vidas humanas a partir de seus preconceitos? 

A questão da desnutrição é tão séria que, por exemplo, 30% das mortes por câncer ocorrem causadas pela desnutrição, não pelo tumor! E essa desnutrição pode ser causada por preconceito, isolamento e solidão!

É preciso trabalhar muito com EDUCAÇÃO na esperança de que aprender sobre coisas como vimos neste capítulo possa fazer alguns, ou muitos, repensarem!


Cap. 5 - NUTRIÇÃO PARA A DIVERSIDADE

Este pequeno capítulo é escrito para você, profissional de saúde que atende pacientes LGBTQIA+. Uma imensa diversidade dentro da diversidade, que exige muito conhecimento, respeito e amor, para entender de verdade a individualidade de cada pessoa.

A importância de tratamentos médicos e nutricionais individualizados reside na compreensão de que cada pessoa é única, com necessidades, características genéticas, estilo de vida e condições de saúde específicas. 

Aqui estão algumas razões pelas quais a abordagem individualizada é fundamental: 

1. Resposta Variável.

As pessoas respondem de maneira diferente a medicamentos e dietas devido a fatores genéticos, metabólicos e ambientais. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra, e vice-versa. 

2. Eficácia Aprimorada. 

Ao adaptar os tratamentos às necessidades individuais, é possível otimizar a eficácia, garantindo que os pacientes recebam a intervenção mais adequada para suas condições específicas. 

3. Minimização de Efeitos Adversos. 

Tratamentos individualizados podem ajudar a reduzir os efeitos colaterais indesejados, pois permitem ajustar as doses e escolher opções terapêuticas que sejam mais bem toleradas por cada paciente. 

4. Melhoria da Adesão ao Tratamento. 

Ao levar em consideração as preferências pessoais, estilo de vida e restrições alimentares, os tratamentos individualizados têm mais probabilidade de serem seguidos pelos pacientes, aumentando a adesão ao tratamento e, consequentemente, melhorando os resultados. 

5. Abordagem Holística.

Uma abordagem individualizada considera não apenas os aspectos físicos, mas também os emocionais, sociais e psicológicos de cada paciente, promovendo uma visão holística da saúde e do bem-estar. 

6. Promoção da Autonomia do Paciente.

Ao envolver os pacientes no processo de tomada de decisão e adaptar os tratamentos às suas necessidades e preferências individuais, eles se tornam mais capacitados e responsáveis por sua própria saúde. Portanto, tanto no contexto médico quanto no nutricional, a individualização dos tratamentos é essencial para garantir que cada pessoa receba cuidados de saúde personalizados e de alta qualidade, levando em consideração sua singularidade e maximizando os resultados terapêuticos.


Replicar o mesmo tratamento médico e nutricional para vários pacientes, sem considerar a individualidade de cada um, pode acarretar em diversos riscos

1. Ineficácia. 

O tratamento pode não ser eficaz para todos os pacientes, já que diferentes pessoas respondem de maneira diferente aos medicamentos e dietas devido a variações genéticas, metabólicas e de estilo de vida. 

2. Agravamento de Condições de Saúde. 

Alguns pacientes podem experimentar efeitos colaterais indesejados ou complicações de saúde devido à inadequação do tratamento às suas necessidades individuais, o que pode piorar suas condições de saúde. 

3. Desperdício de Recursos.

A aplicação de tratamentos padronizados para todos os pacientes pode resultar no desperdício de recursos médicos e nutricionais, uma vez que nem todos precisam ou se beneficiam das mesmas intervenções. 

4. Baixa Adesão ao Tratamento. 

Os pacientes podem ser menos propensos a seguir um tratamento que não leve em consideração suas preferências pessoais, restrições alimentares e estilo de vida, o que pode levar à baixa adesão ao tratamento e, consequentemente, a resultados sub ótimos. 

5. Riscos à Segurança.

Tratamentos não individualizados podem aumentar o risco de interações medicamentosas adversas, reações alérgicas e outras complicações de saúde devido à falta de consideração das condições médicas preexistentes e características individuais de cada paciente. 

6. Falta de Empoderamento do Paciente.

Ao não envolver os pacientes no processo de tomada de decisão e não considerar suas necessidades e preferências individuais, pode-se privá-los da oportunidade de se tornarem parceiros ativos em seu próprio cuidado de saúde e de assumirem um papel ativo na gestão de sua condição. 

Portanto, é fundamental reconhecer a importância da individualidade de cada paciente e adotar uma abordagem personalizada nos tratamentos médicos e nutricionais para garantir a segurança, eficácia e adesão ao tratamento, além de maximizar os resultados terapêuticos e promover o bem-estar geral do paciente.


Cap. 6 - NUTRIÇÃO E ESTÉTICA

Beleza da pele, cabelos e unhas

Para promover a beleza da pele, dos cabelos e das unhas, é importante adotar uma dieta balanceada e nutritiva que forneça os nutrientes essenciais para a saúde dessas estruturas. 

Veja que quando falamos de beleza, falamos de saúde. A pele saudável, o cabelo saudável, as unhas saudáveis têm brilho, tem força, tem beleza. A beleza vem da saúde e a saúde causa beleza!

Vamos aprender sobre os cuidados com a alimentação que devemos ter para cada uma delas.

1. Beleza da pele.

Consuma alimentos ricos em antioxidantes, como frutas, verduras e legumes coloridos, que ajudam a proteger a pele contra danos causados pelos radicais livres 

Os radicais livres causam o estresse oxidativo, que podemos entender de forma bem simples. Oxidação das células é como o ferrugem em uma peça de ferro, portanto destrói a estrutura, envelhece. Tudo que é antioxidante ajuda a combater essa situação no organismo. 

Inclua alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3, como peixes gordurosos, sementes de chia e nozes, que podem ajudar a manter a hidratação e a elasticidade da pele. 

Beba bastante água ao longo do dia para manter a pele hidratada e saudável. Lembre-se de que a pele que parece seca está efetivamente seca, sem hidratação.

 Evite alimentos processados, ricos em açúcar refinado e gorduras trans, que podem contribuir para a inflamação e o surgimento de acne. 


2. Beleza dos cabelos.

Consuma proteínas de alta qualidade, como carnes magras, ovos, laticínios, leguminosas e tofu, que são importantes para a saúde e o crescimento dos cabelos. 

Inclua alimentos ricos em biotina, como ovos, nozes, sementes e vegetais de folhas verdes, que podem ajudar a fortalecer os cabelos e prevenir a queda. 

Quando pensamos na beleza dos cabelos destaca-se a Castanha do Pará, rica em Selênio. 3 unidades por dia fornecem o selênio que o corpo precisa.

Consuma alimentos ricos em ferro, como carne vermelha, feijão, lentilhas e espinafre, que são essenciais para o transporte de oxigênio para os folículos capilares. 

Evite dietas muito restritivas, radicais ou extremas, que podem causar deficiências nutricionais e levar à perda de cabelo. 


3. Unhas fortes e saudáveis.

Consuma alimentos ricos em biotina, como ovos, nozes, sementes e grãos integrais, que podem ajudar a fortalecer as unhas e prevenir a quebra. 

Inclua alimentos ricos em zinco, como carne, frutos do mar, grãos integrais e leguminosas, que são importantes para a saúde das unhas e também na cicatrização de feridas. 

Mantenha-se hidratado, bebendo bastante água ao longo do dia para prevenir a desidratação das unhas. Novamente vemos a importância de beber água pura para as mais diversas funções do organismo.

Evite o uso excessivo de produtos químicos agressivos, como removedores de esmalte à base de acetona, que podem enfraquecer as unhas. 


É importante ressaltar que a beleza da pele, dos cabelos e das unhas é influenciada por diversos fatores, incluindo genética, estilo de vida e cuidados pessoais. Portanto, além da alimentação adequada, é importante adotar uma rotina de cuidados completa e saudável. 


Como deve ser a alimentação pós procedimentos estéticos?

Após procedimentos como preenchimentos faciais com ácido hialurônico, criolipólise, micropigmentação capilar, body piercing e tatuagens, é importante seguir uma dieta adequada que promova a cicatrização e minimize o risco de complicações. 

Veja que você pode, através da alimentação, ter melhores resultados para a beleza, valorizando o investimento feito nos procedimentos e melhorando o seu resultado.

Aqui estão algumas orientações gerais: 

1. Ingestão de alimentos anti-inflamatórios.

Opte por uma dieta rica em alimentos com propriedades anti-inflamatórias, como frutas, verduras, legumes, grãos integrais, peixes ricos em ômega-3 (como salmão e sardinha), nozes e sementes. Esses alimentos podem ajudar a reduzir a inflamação e promover a cicatrização. 

O uso de remédios anti-inflamatórios é muito contra-indicado, porque um rápido período de inflamação, de um a dois dias é o iníco do processo de cicatrização, avisando o corpo que ali tem algo para ser cicatrizado.

2. Hidratação adequada.

Mantenha-se bem hidratado, bebendo bastante água ao longo do dia. A hidratação adequada é essencial para a cicatrização e regeneração dos tecidos. 

3. Evite alimentos processados e ricos em açúcar

Alimentos processados, ricos em açúcar refinado e gorduras trans podem aumentar a inflamação no corpo e retardar o processo de cicatrização. 

Evite esses alimentos e opte por opções mais saudáveis e naturais. 

4. Inclua proteínas de alta qualidade

Consuma proteínas magras, como peixes, aves, ovos, tofu, leguminosas e laticínios com baixo teor de gordura. As proteínas são importantes para a reparação e regeneração dos tecidos após procedimentos invasivos. 

5. Evite álcool e tabaco

O álcool, o tabaco e drogas recreativas podem interferir na cicatrização e aumentar o risco de complicações após procedimentos estéticos. Evite o consumo dessas substâncias durante o período de recuperação. 

6. Suplemente colágeno hidrolisado. 

O colágeno, na forma hidrolisada, é o "tijolinho" que o corpo usa para qualquer tipo de cicatrização, portanto vale a pena suplementar por 15 a 30 dias após o procedimento.

7. Siga as instruções do profissional de saúde que fez o procedimento

É importante seguir as instruções específicas fornecidas pelo profissional que realizou o procedimento. Eles podem fornecer orientações detalhadas sobre cuidados pós-procedimento, incluindo recomendações dietéticas específicas. 

É fundamental lembrar que cada procedimento e cada indivíduo são únicos, portanto, estes são procedimentos gerais, sendo importante consultar um profissional de saúde para orientações personalizadas e específicas para o seu caso. 


Vamos analisar com mais detalhe os principais e mais comuns procedimentos estéticos:


Como fazer o botox durar mais através da alimentação?

Não existe uma fórmula exata para prolongar o efeito do botox, mas um estudo de revisão publicado no Journal of Drugs in Dermatology (2019) apontou alguns procedimentos que podem contribuir:

- Manter os níveis de vitamina D e zinco nos níveis máximos de controle (os laboratórios utilizam esses números como referência nos exames de sangue).

- Manter a alimentação a base de produtos naturais ou minimamente processados, evitando industrializados.

- Evitar consumo de álcool, tabaco e açúcar


Preenchimento com ácido hialurônico

Existem algumas práticas nutricionais que podem ajudar a prolongar os efeitos dos preenchimentos faciais com ácido hialurônico, como:

1- Consumo adequado de água.

Manter-se bem hidratado é essencial para a saúde da pele e pode ajudar a prolongar os efeitos dos preenchimentos faciais. Na falta de água, ou desidratação do organismo, a pele fica mais seca e os efeitos do preenchimento duram menos tempo.

2- Dieta rica em antioxidantes.

Antioxidantes, como vitaminas C e E, podem ajudar a proteger a pele contra danos causados pelos radicais livres, auxiliando na manutenção dos resultados dos preenchimentos faciais.

3- Ingestão adequada de proteínas.

As proteínas são essenciais para a saúde da pele, pois ajudam na produção de colágeno, que é importante para a elasticidade e firmeza da pele.

4- Suplementação com colágeno.

A suplementação com colágeno (na forma de colágeno hidrolisado) pode ajudar a promover a saúde da pele e potencialmente prolongar os efeitos dos preenchimentos faciais.

5- Alimentação balanceada.

Uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, proteínas magras e gorduras saudáveis, pode fornecer os nutrientes necessários para manter a saúde da pele e maximizar os resultados dos preenchimentos faciais.


Piercings e tatuagens

Após fazer piercings e tatuagens, é importante evitar certos alimentos que possam aumentar o risco de infecções ou irritações na área do procedimento. 

Alguns alimentos a serem evitados incluem:

1- Alimentos picantes.

Alimentos picantes podem irritar a área tratada, causando desconforto e aumentando o risco de inflamação.

2- Alimentos ácidos.

Alimentos ácidos, como frutas cítricas e alimentos marinados em vinagre, podem irritar a pele sensível ao redor do piercing ou da tatuagem.

3- Alimentos muito salgados.

O consumo excessivo de alimentos muito salgados pode desidratar a pele e aumentar o risco de inflamação.

4- Alimentos gordurosos.

Alimentos gordurosos podem obstruir os poros e aumentar o risco de infecções na área tratada.

5- Bebidas alcoólicas.

O álcool pode dilatar os vasos sanguíneos e aumentar o risco de sangramento, além de reduzir a capacidade do corpo de combater infecções.

É importante seguir as instruções fornecidas pelo profissional que realizou o procedimento e manter uma boa higiene, incluindo lavar as mãos antes de tocar na área tratada.

Aqui agradeço o aprendizado com meu amigo Ronaldo Sampaio, o Piercer Snoopy, da ICE Body Shop, de São Paulo SP.


Micropigmentação de cabelos e sobrancelhas

Após realizar procedimentos de micropigmentação de cabelos e sobrancelhas, é importante seguir uma dieta que promova a cicatrização adequada e ajude a manter a saúde da pele. 

São recomendados:

1- Alimentos ricos em proteínas.

A proteína é essencial para a cicatrização e reparo dos tecidos. Inclua alimentos como carne magra, peixe, ovos, laticínios e leguminosas em sua dieta. Se optar por uma alimentação vegetariana, a mistura de feijão e arroz supre as necessidades de proteínas do organismo com bastante eficácia.

2- Alimentos ricos em vitamina C.

A vitamina C é importante para a produção de colágeno, que ajuda na cicatrização da pele. 

Consuma frutas cítricas, kiwi, morangos, pimentões e brócolis, que são boas fontes de vitamina C.

3- Alimentos ricos em vitamina E

A vitamina E possui propriedades antioxidantes que ajudam a proteger a pele e promover a cicatrização. 

Inclua alimentos como nozes, sementes, abacate e óleos vegetais em sua dieta.

4- Alimentos ricos em ômega-3.

Os ácidos graxos ômega-3 têm propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar na cicatrização e na saúde da pele. 

Consuma peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, além de sementes de linhaça e chia.

5- Hidratação adequada.

Beba bastante água para manter a pele hidratada e favorecer a cicatrização.

Evite alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e açúcares refinados, pois podem prejudicar a saúde da pele e retardar a cicatrização.

Aqui agradeço o aprendizado que tive com minha amiga Camilla Milano, especialista em nano pigmentação, em São Paulo SP.


Cap. 7 - NUTRIÇÃO NO PÓS CIRÚRGICO

A nutrição faz grande diferença no funcionamento do organismo e pode ser ainda mais relevante quando o corpo precisa se recuperar de um trauma como uma cirurgia.

Os cuidados com a alimentação no pós-operatório de cirurgias simples, como implantes de silicone, lifting eimplantes faciais, geralmente incluem seguir uma dieta leve e nutritiva para promover uma recuperação rápida e eficaz. Aqui estão algumas orientações gerais: 

1. Hidratação.

É essencial manter-se bem hidratado após a cirurgia. Beba bastante água e evite bebidas alcoólicas e cafeinadas, pois podem causar desidratação. 

2. Dieta leve.

Opte por alimentos leves e de fácil digestão, como sopas, caldos, purês, iogurte, frutas frescas e legumes cozidos. Evite alimentos pesados, gordurosos e condimentados, que podem causar desconforto gástrico. 

3. Alimentos ricos em nutrientes.

Consuma alimentos ricos em vitaminas, minerais e proteínas para promover a cicatrização e fortalecer o sistema imunológico. Inclua alimentos como peixes, ovos, carnes magras, legumes, frutas e verduras em sua dieta. 

4. Evite alimentos que aumentam o inchaço.

Certos alimentos podem contribuir para o inchaço pós-operatório, como alimentos ricos em sódio, açúcar refinado e carboidratos simples (como pães, biscoitos e bolachas, por exemplo). Tente limitar o consumo desses alimentos para reduzir o inchaço e a retenção de líquidos. 

5. Medicamentos.

Siga as orientações do seu médico em relação à medicação pós-operatória e à sua interação com a alimentação. Alguns medicamentos podem ter recomendações específicas sobre quando e como devem ser tomados em relação às refeições, que devem ser sempre cumpridas a risca. 


É importante ressaltar que essas são apenas orientações gerais e que cada paciente pode ter necessidades individuais específicas. Portanto, é fundamental seguir as instruções fornecidas pelo seu médico ou nutricionista para garantir uma recuperação adequada e evitar complicações.


A importância do colágeno para a cicatrização dos cortes cirúrgicos

O colágeno desempenha um papel fundamental na cicatrização de cortes cirúrgicos, pois é uma proteína estrutural essencial presente na pele, tecidos conjuntivos e ossos. 

Durante o processo de cicatrização, o colágeno é sintetizado e depositado na área afetada, ajudando a fortalecer e reorganizar o tecido danificado. O colágeno é como o tijolo que preenche a área cortada.

Aqui estão algumas informações sobre a importância do colágeno para a cicatrização de cortes cirúrgicos: 

Importância do colágeno na cicatrização: 

O colágeno desempenha um papel crucial na formação e na estruturação da matriz extracelular, que é essencial para a regeneração dos tecidos durante o processo de cicatrização. 

Ajuda ainda a fortalecer a pele, proporcionando suporte estrutural e promovendo a adesão celular (a "cola" entre as células), o que é importante para o fechamento adequado da ferida. 

Além disso, o colágeno desempenha um papel na modulação da resposta inflamatória e na regulação da atividade das células envolvidas na cicatrização, como fibroblastos e queratinócitos. 

Para garantir o bom funcionamento da suplementação de colágeno no momento pós cirúrgico é muito importante observar 2 coisas:

- Manter o consumo adequado e suficiente de proteínas.

- Escolher os suplementos de peptídeos de colágeno hidrolisado.


Vamos detalhar:

1- Importância da alimentação suficiente de proteínas.

Uma ingestão adequada de proteínas é essencial para garantir que o corpo tenha os aminoácidos necessários para a síntese de colágeno e outras proteínas estruturais. 

As proteínas fornecem os blocos de construção necessários para a formação de colágeno, incluindo aminoácidos como prolina, glicina e hidroxiprolina. 

Uma deficiência de proteínas na dieta pode comprometer a capacidade do corpo de produzir colágeno em quantidade suficiente, o que pode retardar o processo de cicatrização e levar a uma cicatrização de baixa qualidade.


2- Importância de escolher suplementos de peptídeos de colágeno hidrolisado

Os peptídeos de colágeno hidrolisado são uma forma de colágeno que passou por um processo de hidrólise (digestão), no qual as moléculas de colágeno são quebradas em fragmentos menores (peptídeos). 

Os peptídeos de colágeno hidrolisado são mais facilmente absorvidos pelo organismo do que o colágeno não hidrolisado, o que os torna uma fonte eficaz de aminoácidos para a síntese de colágeno. 

Estudos têm sugerido que a suplementação com peptídeos de colágeno hidrolisado pode promover a cicatrização de feridas, melhorar a qualidade da pele e reduzir a formação de cicatrizes. 


Nutrição após cirurgia de implante capilar

Após procedimentos de implante capilar, é importante seguir uma dieta que:

> Promova a cicatrização adequada.

> Fortaleça os cabelos existentes

> Estimule o crescimento capilar. 

Para isso é recomendado alimentar-se com:

1- Alimentos ricos em proteínas.

A proteína é essencial para o crescimento e fortalecimento dos cabelos. Inclua alimentos como carne magra, peixe, ovos, laticínios, leguminosas e tofu em sua dieta.

2- Alimentos ricos em ferro.

O ferro é importante para o transporte de oxigênio para os folículos capilares, promovendo um crescimento saudável do cabelo. 

Consuma alimentos como carne vermelha magra, fígado, espinafre, lentilhas e grão-de-bico.

3- Alimentos ricos em zinco.

O zinco é essencial para a saúde do couro cabeludo e a regeneração celular, podendo promover o crescimento capilar. 

Inclua alimentos como carne, frango, peixe, nozes, sementes e grãos integrais em sua dieta.

4- Alimentos ricos em biotina.

A biotina, também conhecida como vitamina B7, é importante para a saúde dos cabelos e das unhas. 

Consuma alimentos como ovos, nozes, sementes, abacate e salmão, que são boas fontes de biotina.

5- Alimentos ricos em vitaminas A e C.

As vitaminas A e C são importantes para a saúde do couro cabeludo e o crescimento capilar. 

Consuma frutas e vegetais de cores vibrantes, como cenoura, batata doce, pimentão, laranja e morango.

Evite alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e açúcares refinados, pois podem prejudicar a saúde do couro cabeludo e retardar a cicatrização.


Nutrição após cirurgia de mastectomia

Após uma cirurgia de mastectomia, é importante seguir uma dieta que:

> Promova a cicatrização.

> Fortaleça o sistema imunológico.

> Ajude na recuperação do corpo. 

Para isso é importante seguir algumas recomendações alimentares:

1- Alimentos ricos em proteínas

A proteína é essencial para a cicatrização de tecidos e a recuperação muscular. 

Inclua alimentos como carne magra, peixe, ovos, laticínios, leguminosas e tofu em sua dieta.

2- Alimentos ricos em vitaminas C e E

As vitaminas C e E são antioxidantes que ajudam a reduzir a inflamação e promovem a cicatrização. 

Consuma frutas cítricas, morangos, kiwi, nozes, sementes, abacate e óleos vegetais.

3- Alimentos ricos em zinco

O zinco é importante para a função imunológica e a cicatrização de feridas. 

Consuma alimentos como carne, frango, peixe, nozes, sementes e grãos integrais.

4- Alimentos ricos em ômega-3

Os ácidos graxos ômega-3 têm propriedades anti-inflamatórias que podem ajudar na cicatrização e na redução do risco de complicações pós-cirúrgicas. 

Consuma peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, além de sementes de linhaça e chia.

5- Alimentos ricos em fibras

Uma dieta rica em fibras pode ajudar a prevenir a constipação intestinal, ou intestino preso, um efeito colateral comum após a cirurgia. 

Inclua frutas, vegetais, legumes, grãos integrais e sementes em sua alimentação.


Evite alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e açúcares refinados, pois podem prejudicar a cicatrização e a saúde geral.

 

Cap. 8 - NUTRIÇÃO PARA QUEM VIVE COM HIV

                Com Psicóloga Jessica Oliveira


O preconceito contra pessoas LGBTQIA+ pode ter um impacto significativo no tratamento de indivíduos que vivem com HIV, afetando tanto aspectos físicos quanto psicológicos. 

Infelizmente trata-se de uma situação de muita vulnerabilidade, pois somam-se os 2 preconceitos. Isso prejudica demais o tratamento, aumentando os riscos e prejuízos para a saúde.

Aqui estão algumas maneiras pelas quais o preconceito pode influenciar negativamente, na prática, o tratamento: 


1. Maior dificuldade de acesso ao cuidado de saúde.

O estigma e a discriminação contra pessoas LGBTQIA+ podem criar barreiras ao acesso ao cuidado de saúde, incluindo serviços de prevenção, testagem e tratamento do HIV. O medo de enfrentar preconceito ou discriminação pode levar as pessoas LGBTQIA+ a evitar procurar cuidados médicos, resultando em diagnósticos tardios e atrasos no início do tratamento. 

2. Maior dificuldade de adesão ao tratamento. 

O estigma social e a discriminação enfrentados por pessoas LGBTQIA+ podem ter um impacto negativo na adesão ao tratamento antirretroviral. O estresse psicológico resultante do preconceito pode levar a problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, que podem dificultar o seguimento do tratamento prescrito. 

3. Menor suporte social inadequado.

O preconceito e a discriminação podem levar à perda de suporte social e familiar para pessoas LGBTQIA+ vivendo com HIV. O isolamento social resultante pode tornar mais difícil para essas pessoas lidar com os desafios do tratamento e do gerenciamento da doença, aumentando o risco de resultados negativos de saúde. 

4. Maior estresse e desafios para a boa saúde mental.

O estigma e a discriminação constantes podem levar a um aumento do estresse psicológico entre pessoas LGBTQUIA+ vivendo com HIV. O estresse crônico pode ter um impacto negativo na saúde física, comprometendo o sistema imunológico e tornando mais difícil para o corpo combater a infecção pelo HIV. 

5. Maiores dificuldades para boa autoestima e autoimagem.

O preconceito e a discriminação podem afetar negativamente a autoestima e a autoimagem de pessoas LGBTQIA+ vivendo com HIV. O medo de ser estigmatizado ou rejeitado por causa de sua identidade de gênero ou orientação sexual pode levar à internalização do estigma, o que pode impactar negativamente a motivação para buscar cuidados de saúde e aderir ao tratamento. 


Em suma, o preconceito contra pessoas LGBTQIA+ pode criar uma série de desafios adicionais para aqueles que vivem com HIV, impactando não apenas sua saúde física, mas também sua saúde mental e bem-estar emocional. 

É essencial abordar o estigma e a discriminação em todos os níveis da sociedade para garantir que todas as pessoas, independentemente de sua identidade de gênero ou orientação sexual, tenham acesso igualitário a cuidados de saúde de qualidade e apoio adequado para o tratamento do HIV. Seria exagero meu dizer que igualdade salva vidas?


Como deve ser a alimentação de pessoas que vivem com HIV?

A alimentação de uma pessoa vivendo com HIV deve ser balanceada e nutritiva para fortalecer o sistema imunológico. Recomenda-se uma dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis. 

É importante evitar alimentos processados, gorduras trans e açúcares adicionados, além de manter-se hidratado e seguir as orientações médicas específicas para cada caso, pois cada pessoa terá necessidades diferentes conforme diversos fatores, como idade, peso, estilo de vida, condições clínicas, enfim, a sua individualidade.

As recomendações nutricionais e calóricas para uma pessoa vivendo com HIV são semelhantes às recomendações gerais para uma dieta saudável, mas com algumas considerações adicionais. Aqui estão algumas orientações: 


1. Calorias

O consumo calórico deve ser suficiente para manter um peso saudável e fornecer energia para o corpo. A quantidade exata de calorias necessárias pode variar de acordo com fatores como idade, sexo, peso, altura e nível de atividade física. 

2. Macronutrientes.

A dieta deve incluir uma variedade de alimentos que forneçam carboidratos, proteínas e gorduras saudáveis. 

Cerca de 45-65% das calorias diárias devem vir de carboidratos, 10-35% de proteínas e 20-35% de gorduras saudáveis. 

3. Proteínas.

É importante consumir proteínas suficientes para ajudar na reparação e manutenção dos tecidos corporais, especialmente porque o HIV pode aumentar a necessidade de proteínas. Fontes de proteína magra incluem carnes magras, peixes, ovos, legumes, nozes e sementes. 

4. Frutas e vegetais.

Uma variedade de frutas e vegetais coloridos deve ser incluída na dieta para fornecer vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam a fortalecer o sistema imunológico. 

5. Gorduras saudáveis.

Opte por gorduras saudáveis, como as encontradas em abacates, nozes, sementes, azeite de oliva e peixes gordurosos, pois estas são importantes para a saúde do coração e podem ajudar na absorção de vitaminas lipossolúveis. 

6. Fibra.

Consuma alimentos ricos em fibras, como grãos integrais, legumes, frutas e vegetais, para promover a saúde digestiva e ajudar a manter níveis saudáveis de colesterol e glicose no sangue. 

7. Hidratação.

Beba bastante água para manter-se hidratado, especialmente se houver diarreia ou outras complicações gastrointestinais associadas ao HIV ou ao tratamento. 


É essencial trabalhar em conjunto com um nutricionista ou profissional de saúde especializado em HIV para desenvolver um plano nutricional personalizado que atenda às necessidades específicas de cada pessoa e leve em consideração quaisquer outras condições de saúde ou medicações que possam estar presentes.


Consumo de álcool e drogas por quem vive com HIV

Quando uma pessoa que vive com HIV consome álcool e drogas, é preciso entender que isso pode agravar diversos riscos à saúde, incluindo: 


1. Supressão do sistema imunológico.

O consumo excessivo de álcool e o uso de drogas podem enfraquecer o sistema imunológico, tornando a pessoa mais suscetível a infecções e dificultando o controle do HIV. 

2. Interferência com a adesão ao tratamento.

O álcool e as drogas podem afetar a capacidade da pessoa de aderir adequadamente ao tratamento antirretroviral, levando a resultados menos eficazes no controle do HIV. 

3. Maior risco de infecções oportunistas.

O uso de álcool e drogas pode aumentar o risco de contrair infecções oportunistas, que são infecções graves que podem ocorrer em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos. 

4. Progressão da doença.

O consumo de álcool e drogas pode acelerar a progressão da doença HIV/AIDS, resultando em complicações de saúde mais graves e um prognóstico menos favorável. 

5. Interações medicamentosas.

O álcool e algumas drogas ilícitas podem interagir com os medicamentos antirretrovirais, reduzindo sua eficácia ou aumentando o risco de efeitos colaterais prejudiciais. 

6. Comportamentos de risco.

O uso de álcool e drogas pode levar a comportamentos de risco, como relações sexuais desprotegidas ou compartilhamento de agulhas, aumentando o risco de transmissão do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis. 

Portanto, é altamente recomendável que as pessoas que vivem com HIV evitem o consumo de álcool e drogas, ou pelo menos limitem seu uso sob orientação médica, a fim de proteger sua saúde e otimizar os resultados do tratamento. Além disso, é importante buscar apoio médico e psicossocial para lidar com quaisquer problemas relacionados ao uso de substâncias.


Interação entre alimentos e medicamentos utilizados por quem vive com HIV

A interação entre alimentos e medicamentos para pessoas vivendo com HIV, ou seja, a forma com que alguns alimentos interferem no bom funcionamento dos medicamentos, pode ser muito importante e precisa ser conhecida, pois alguns alimentos podem afetar a absorção, metabolismo ou eficácia dos medicamentos antirretrovirais (ARVs). 

Além disso, certos medicamentos podem ter requisitos específicos de administração em relação às refeições, devendo ser tomados em jejum, antes, durante ou depois das refeições. Aqui estão alguns pontos-chave:

1. Absorção reduzida de medicamentos.

Alguns alimentos, como aqueles ricos em gordura, podem diminuir a absorção de certos ARVs no trato gastrointestinal, reduzindo sua eficácia.

2. Interações medicamentosas.

Alguns alimentos podem interagir com os ARVs, aumentando ou diminuindo sua eficácia ou aumentando o risco de efeitos colaterais. Por exemplo, o suco de toranja pode aumentar os níveis sanguíneos de certos ARVs, potencialmente levando a efeitos colaterais graves.

3. Recomendações específicas de administração.

Alguns ARVs devem ser tomados com alimentos para aumentar sua absorção ou reduzir a irritação gastrointestinal. Outros ARVs devem ser tomados com o estômago vazio para evitar interações com alimentos.

É importante que as pessoas vivendo com HIV discutam com seus médicos ou farmacêuticos sobre as interações potenciais entre alimentos e medicamentos e sigam cuidadosamente as instruções de administração dos ARVs.


Aqui tratamos da forma como os alimentos podem interferir no funcionamento dos medicamentos e suplementos. Estas são algumas interações comuns: 

1. Inibidores de protease (IPs).

Alguns IPs, como o ritonavir e o atazanavir, podem interagir com alimentos e alterar sua absorção no corpo. Por exemplo, alimentos ricos em gordura podem aumentar a absorção de IPs, enquanto alimentos ácidos podem diminuí-la. Portanto, é importante seguir as recomendações do médico ou nutricionista sobre o momento e a composição das refeições ao tomar IPs. 

2. Inibidores da transcriptase reversa não nucleosídeos (INNTRs).

Certos INNTRs, como o efavirenz, podem causar efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas e diarréia, se tomados com o estômago vazio. Portanto, é aconselhável tomar esses medicamentos com alimentos para ajudar a reduzir esses efeitos colaterais. 

3. Integrase inibidores (IIs).

Os IIs, como o raltegravir e o dolutegravir, geralmente podem ser tomados com ou sem alimentos, mas evitar alimentos ricos em cálcio ou ferro ao mesmo tempo pode ajudar a evitar interações que possam reduzir a absorção desses medicamentos. 

4. Suplementos vitamínicos e minerais. 

Alguns suplementos, como o ferro ou o cálcio, podem interagir com medicamentos antirretrovirais, reduzindo sua eficácia ou aumentando o risco de efeitos colaterais. Portanto, é importante discutir o uso de suplementos com um profissional de saúde antes de adicioná-los à dieta. 


Suplementação para pessoas vivendo com HIV 

As recomendações de suplementos alimentares para pessoas vivendo com HIV podem variar dependendo das necessidades individuais, do estágio da doença e da presença de outras condições de saúde. No entanto, algumas recomendações comuns incluem:

1. Suplementos de vitaminas e minerais.

Pessoas com HIV podem ter deficiências de vitaminas e minerais devido à má absorção, efeitos colaterais dos medicamentos ou outras condições relacionadas à doença. Suplementos que contenham vitaminas do complexo B, vitamina D, vitamina C, zinco e selênio podem ser recomendados para ajudar a manter um sistema imunológico saudável e apoiar a saúde geral.

2. Suplementos de ômega-3.

Ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes oleosos e suplementos de óleo de peixe, podem ajudar a reduzir a inflamação e apoiar a saúde cardiovascular em pessoas vivendo com HIV.

3. Suplementos de proteína.

Para aqueles que têm dificuldade em obter proteína suficiente através da dieta, suplementos de proteína podem ser úteis para apoiar a saúde muscular e a recuperação.

4. Suplementos de fibra. 

A ingestão adequada de fibra pode ajudar a aliviar problemas gastrointestinais comuns em pessoas vivendo com HIV, como diarreia e constipação.


É importante discutir com um médico ou nutricionista que possa analisar detalhadamente e individualmente cada paciente antes de iniciar qualquer suplementação, pois o uso excessivo ou inadequado de suplementos pode ter efeitos negativos. Assim, as recomendações de suplementos devem ser individualizadas com base nas necessidades nutricionais específicas de cada pessoa.


Perspectivas de futuro para quem vive com HIV

No horizonte próximo, as expectativas de tratamento para pessoas que vivem com HIV continuam a se tornar cada vez mais promissoras, impulsionadas por avanços significativos na pesquisa e no desenvolvimento de terapias antirretrovirais. 

Aqui estão algumas das expectativas para o futuro próximo: 

1. Terapias mais eficazes e toleráveis.

Os avanços na pesquisa estão resultando no desenvolvimento de terapias antirretrovirais mais eficazes e com menos efeitos colaterais. Novos medicamentos estão sendo desenvolvidos para atingir diferentes estágios do ciclo de replicação do HIV, proporcionando opções de tratamento mais personalizadas e adaptadas às necessidades individuais de cada paciente. 

2. Opções de tratamento simplificadas.

Estudos estão investigando regimes de tratamento simplificados, como terapias de dose única diária ou regimes de dose reduzida, para melhorar a adesão ao tratamento e a qualidade de vida dos pacientes. A simplificação do tratamento pode reduzir a carga diária de medicamentos e minimizar potenciais efeitos colaterais, facilitando a adesão ao regime de tratamento. 

3. Cura funcional e remissão prolongada.

A pesquisa em direção a uma cura funcional para o HIV continua avançando, com abordagens como terapias genéticas, imunoterapia e estratégias de erradicação do reservatório viral sendo investigadas. Embora a cura completa ainda seja um objetivo desafiador, o progresso está sendo feito em direção à remissão prolongada do HIV, onde a replicação viral é controlada sem a necessidade de terapia antirretroviral contínua. 

4. Prevenção e vacinas.

Além do tratamento, o desenvolvimento de estratégias de prevenção eficazes, como profilaxia pré-exposição (PrEP) e microbicidas, continua a ser uma prioridade na luta contra o HIV. Além disso, pesquisas em vacinas terapêuticas e preventivas estão em andamento, oferecendo esperança para o controle e eventual erradicação da epidemia. 

5. Abordagem holística da saúde.

Além dos avanços nos tratamentos antirretrovirais, uma abordagem holística da saúde está se tornando cada vez mais reconhecida como essencial no manejo do HIV. Isso inclui o acesso a cuidados médicos, suporte psicossocial, serviços de prevenção de doenças e promoção da saúde mental e bem-estar geral. 

Embora o HIV continue sendo uma preocupação de saúde global, os avanços na pesquisa e no tratamento oferecem razões para otimismo e esperança para um futuro onde o controle e a gestão eficaz do HIV são alcançáveis para todas as pessoas afetadas pela doença. 

No entanto, é fundamental manter o investimento em pesquisa, acesso equitativo a tratamento e apoio contínuo para enfrentar os desafios persistentes e alcançar os objetivos de saúde global relacionados ao HIV.


Cap. 9 - NUTRIÇÃO PARA SUPORTE AO TRATAMENTO DE ANSIEDADE E DEPRESSÃO

                    Com Psicóloga Jessica Oliveira


O preconceito contra pessoas LGBTQIA+ pode afetar negativamente o tratamento de ansiedade e depressão de várias maneiras: 

1. Acesso a serviços de saúde.

Pessoas LGBTQIA+ podem enfrentar barreiras no acesso a serviços de saúde mental devido ao estigma e discriminação, o que pode dificultar a busca por tratamento adequado. 

2. Relutância em buscar ajuda.

O medo de serem julgadas ou discriminadas por profissionais de saúde pode levar pessoas LGBTQIA+ a evitar procurar tratamento, resultando em um subdiagnóstico e subtratamento de condições como ansiedade e depressão. Infelizmente não é apenas um medo, é uma triste realidade que acontece muito frequentemente.

3. Falta de competência cultural e sensibilidade.

Profissionais de saúde mental podem não estar adequadamente treinados para entender as experiências específicas das pessoas LGBTQIA+ ou para lidar com questões relacionadas à identidade de gênero e orientação sexual. Isso pode levar a uma falta de empatia e compreensão durante o tratamento, o que pode minar a eficácia do tratamento. Minha opinião? Escondem-se atrás do preconceito para não assumir sua falta de estudo, preparo, respeito e amor.

4. Falta de apoio social e familiar.

Pessoas LGBTQIA+ podem enfrentar rejeição ou falta de apoio de suas famílias ou comunidades, o que pode piorar sua saúde mental e dificultar o tratamento eficaz da ansiedade e depressão. 

5. Estresse crônico.

A discriminação e o preconceito enfrentados por pessoas LGBTQIA+ podem causar estresse crônico, aumentando o risco de desenvolver ansiedade e depressão, além de agravar os sintomas em quem já sofre dessas condições. 

6. Isolamento social.

O estigma e a discriminação podem levar ao isolamento social, o que pode agravar os sintomas de ansiedade e depressão. Pessoas LGBTQIA+ podem enfrentar rejeição de suas famílias, amigos ou comunidades, o que contribui para a solidão e o desamparo emocional. 

7. Dupla discriminação.

Pessoas LGBTQIA+ que também pertencem a outras minorias étnicas, religiosas ou socioeconômicas, além da presença de alguma deficiência física, podem enfrentar uma dupla discriminação, o que aumenta ainda mais o impacto negativo no tratamento de ansiedade e depressão. 

8. Autoestima e identidade.

O preconceito pode afetar a autoestima e a identidade das pessoas LGBTQIA+, contribuindo para sentimentos de inadequação e desesperança, que são fatores de risco para ansiedade e depressão. 


No Brasil, as estatísticas sobre a ocorrência de ansiedade e depressão em pessoas LGBT variam, mas pesquisas sugerem que esses grupos enfrentam taxas mais altas de problemas de saúde mental em comparação com a população em geral. 

Um estudo realizado pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) revelou que 52% das pessoas LGBT no Brasil já pensaram em suicídio devido à discriminação sofrida em decorrência de sua orientação sexual ou identidade de gênero. 

No entanto, é importante ressaltar que essas estatísticas podem não refletir completamente a realidade devido à subnotificação e ao estigma associado à saúde mental, especialmente entre grupos minoritários. Portanto, esses números podem ser apenas uma parte do quadro completo e muito provavelmente a realidade é ainda mais grave. 

Fonte: "Efeitos da violência homofóbica sobre a saúde mental de lésbicas, gays, bissexuais,                    travestis e transexuais no Brasil: análises preliminares do projeto Jovens do Brasil." -                            Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) em parceria com a Associação Brasileira de                Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT).


Em suma, o preconceito contra pessoas LGBT pode criar uma série de desafios que dificultam o tratamento eficaz de ansiedade e depressão, incluindo acesso limitado a serviços de saúde mental, relutância em buscar ajuda, estresse crônico, isolamento social e impacto na autoestima e identidade. 

É crucial abordar essas questões no sistema de saúde e na sociedade em geral para garantir que todos tenham acesso a cuidados de saúde mental adequados e inclusivos.


Nutrição para suporte ao tratamento de ansiedade e depressão

Sabemos que a ansiedade e a depressão são tratadas por médicos especialistas, em um tratamento que inclui consultas e medicamentos. No entanto, sabemos que existem nutrientes que podem contribuir de forma bastante positiva para os bons resultados do tratamento. Não pretendemos substituir as formas tradicionais de tratamento pela Nutrição, mas afirmar de forma categórica que sim, é possível que a alimentação colabore e muito para o bom resultado do tratamento.

Existem alguns nutrientes que podem ser absorvidos na alimentação ou na suplementação, conhecidos por suas propriedades antidepressivas como:

ferro

folato

ômega 3

magnésio

potássio

selênio

tiamina

zinco

vitaminas A, B6, B12, C


O que é suplementação?

A suplementação alimentar é o uso de produtos, como vitaminas, minerais, aminoácidos, ervas e outros compostos, para complementar a dieta com nutrientes que podem estar ausentes ou em quantidades inadequadas na alimentação regular. Esses suplementos são tomados em forma de pílulas, cápsulas, pós ou líquidos e são destinados a fornecer benefícios à saúde, como promover o bem-estar geral, apoiar o sistema imunológico ou prevenir deficiências nutricionais. 

No entanto é sempre mais recomendável ingerir estes nutrientes através de alimentos naturais e saudáveis.

Existe uma Escala de Alimentos para Combate à Depressão, com aqueles que são as fontes mais ricas nesses nutrientes, com comprovação da ciência, para ajudar na prevenção e somar no tratamento de distúrbios depressivos.

Os alimentos não substituem o trabalho dos profissionais de saúde especializados e os medicamentos, mas criam no organismo um ambiente propício e receptivo para a melhora. Nos casos em que os distúrbios são causados em parte ou no todo pela escassez destes nutrientes os resultados tendem a ser ainda melhores com seu consumo ou suplementação

Nesta lista o principal destaque é o agrião. Conheça agora os principais, tanto de origem animal quanto vegetal, na escala do melhor para o menos relevante...

ORIGEM VEGETAL

1- Agrião

2- Espinafre

3- Mostarda, nabo ou beterraba

4- Ervas frescas: coentro, manjericão e salsa

5- Alface vermelha e verde

6- Chicória

7- Pimentão

8- Abóbora

9- Dente-de-leão

10- Couve-flor

11- Couve-rábano

12- Repolho roxo

13- Brócolis

14- Couve de Bruxelas

15- Acerola

16- Abóbora-manteiga

17- Mamão

18- Limão


ORIGEM ANIMAL

1- Ostras

2- Fígado evísceras (baço, rins ou coração)

3- Miudezas de aves

4- Ameijôa

5- Mexilhões

6- Polvo

7- Caranguejo

8- Cabra

9- Atum

10- Anchova

11- Lagosta

12- Truta-arco-iris

13- Peixe manchado

14- Arenque

15- Pargo


Antidepressivos na perda e ganho de peso

O uso de alguns remédios pode influenciar para a perda ou ganho de peso, além de alguns que são neutros, não fazem diferença.

É bom saber quais são estes remédios para identificar, se você está em tratamento com algum deles, qual tendência o medicamento traz para o seu corpo.

E principalmente lembrar que a tendência a ganhar ou perder peso não é uma sentença definitiva do que vai acontecer com seu peso, mas pode ser um alerta para caprichar mais na alimentação e lutar contra os efeitos, caso sejam diferentes daquilo que você deseja para seu corpo (mais ou menos peso).


GRANDE POTENCIAL PARA GANHO DE PESO

Paroxetina

Mirtazapina

Amitriptilina

Citalopram

Nortriptilina

Duloxetina

Escitalopram

TÊM POUCO EFEITO NA ALTERAÇÃO DE PESO

Venlafaxina

Sertralina

Trazodona

Fluoxetina

Desvenlafaxina

TEM POTENCIAL PARA PERDA DE PESO

Bupropiona


É muito importante observar que a escolha ou combinação de remédios é exclusivamente feita pelo profissional médico especializado a partir de outros critérios que não são a perda ou ganho de peso. No entanto é importante saber o potencial do remédio utilizado para te ajudar a identificar, pro exemplo, que a causa da alteração de peso possa estar no remédio e dessa forma tomar medidas na alimentação para que esse potencial não ocorra.

Por exemplo, fazendo dietas de perda de peso para reverter o efeito de ganho de peso do medicamento ou fazendo dietas de ganho de peso para evitar o efeito de perda de peso do medicamento.


Interação entre alimentos e medicamentos para ansiedade e depressão

As interações entre medicamentos para o tratamento de ansiedade e depressão e alimentos/suplementos podem ser significativas e devem ser consideradas para garantir a eficácia e segurança do tratamento. 

Aqui estão algumas interações comuns: 

1. Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina (ISRS).

Alimentos ricos em tiramina, como queijos envelhecidos e produtos fermentados, podem interagir com os ISRS, aumentando o risco de pressão arterial elevada e crises hipertensivas. 

2. Inibidores da Monoaminoxidase (IMAO).

Alimentos ricos em tiramina, como queijos, carnes processadas e alguns vegetais fermentados, podem causar uma crise hipertensiva (pressão alta) perigosa quando consumidos com IMAOs. 

3. Benzodiazepínicos.

Álcool e alimentos ricos em gordura podem aumentar os efeitos sedativos dos benzodiazepínicos, podendo levar a sonolência excessiva e diminuição da função cognitiva. 

4. Erva de São João (Hypericum perforatum).

Esta erva pode interagir com antidepressivos, como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), aumentando o risco de síndrome serotoninérgica. 

5. Suplementos de Ômega-3.

Suplementos de ômega-3 podem potencializar os efeitos dos antidepressivos, mas doses muito altas podem aumentar o risco de hemorragias, especialmente quando combinadas com anticoagulantes. 


É fundamental que os pacientes informem seus médicos sobre todos os alimentos e suplementos que estão consumindo enquanto estão em tratamento com medicamentos para ansiedade e depressão. Isso permite uma avaliação completa das possíveis interações e ajustes adequados no tratamento para garantir a segurança e eficácia.


Relação entre o uso de hormônios e ansiedade / depressão

Embora sejam os hormônios também medicamentos, considero que vale a pena detalhar a sua relação com a ansiedade e depressão, analisando os pontos negativos e positivos e as formas de utilizar a nutrição para melhorar o funcionamento dos hormônios e colaborar para a redução de seus efeitos colaterais, devido ao seu uso cada vez mais presente para ganho de músculos e na transição de homens e mulheres trans.

A relação entre ansiedade, depressão e o uso de hormônios, como testosterona, estrógeno e progesterona, é complexa e pode variar dependendo de vários fatores, incluindo sexo, idade, histórico médico e dosagens hormonais. 

Vamos a uma visão geral, ainda dentro do que ocorre com mais prevalência, ou seja, o uso da testosterona por homens cis e o uso da progesterona e estrógeno em mulheres cis. Em seguida veremos o inverso disso, para pessoas trans em transição ou manutenção.


A testosterona e a ansiedade no homem cis.

Alguns estudos sugerem que baixos níveis de testosterona podem estar associados a sintomas de ansiedade em homens cis, enquanto outros indicam que a suplementação de testosterona pode reduzir a ansiedade em certas populações, como homens com hipogonadismo.

A testosterona e a depressão no homem cis.

A relação entre testosterona e depressão é complexa e ainda não está completamente compreendida. Alguns estudos sugerem que a baixa testosterona pode estar associada a sintomas depressivos em homens, mas mais pesquisas são necessárias para entender completamente essa relação.

O estrógeno e a ansiedade na mulher cis.

O estrógeno tem sido associado a um maior risco de ansiedade em mulheres, especialmente durante períodos de flutuações hormonais, como a menstruação, a gravidez e a menopausa.

O estrógeno e a depressão na mulher cis.

Os níveis de estrógeno podem influenciar o risco de depressão em mulheres, e a terapia de reposição hormonal (TRH) com estrógeno tem sido associada a uma redução dos sintomas depressivos em algumas mulheres na pós-menopausa.

A progesterona e a ansiedade na mulher cis.

Os efeitos da progesterona na ansiedade são menos claros do que os do estrógeno e da testosterona. Alguns estudos sugerem que a progesterona pode ter efeitos ansiolíticos em certas populações, enquanto outros não encontraram associações significativas.

A progesterona e a depressão na mulher cis.

A progesterona também pode desempenhar um papel na regulação do humor, mas a relação entre a progesterona e a depressão não é tão bem compreendida quanto a do estrógeno.

A combinação de estrógeno e progesterona para mulheres cis

Tanto o estrógeno quanto a progesterona desempenham papéis importantes na saúde mental das mulheres. Flutuações hormonais ao longo do ciclo menstrual, durante a gravidez e na menopausa podem afetar significativamente o humor e o bem-estar emocional das mulheres.

Estudos têm mostrado uma associação entre flutuações hormonais, como baixos níveis de estrógeno e progesterona durante a fase pré-menstrual e sintomas de ansiedade e depressão em mulheres. 

Além disso, a terapia de reposição hormonal (TRH) com estrógeno e progesterona pode ser prescrita para mulheres na pós-menopausa para ajudar a aliviar sintomas de depressão e ansiedade. 

É importante notar que o uso de hormônios exógenos, como em terapias de reposição hormonal ou esteroides anabolizantes, pode ter efeitos variados na saúde mental e emocional, incluindo o potencial de aumentar o risco de ansiedade e depressão em certos indivíduos. Além disso, fatores individuais, como predisposição genética e história de saúde mental, podem influenciar a forma como os hormônios afetam o humor e o bem-estar.


Estrógeno, progesterona e testosterona em pessoas trans.

Agora passaremos a analisar o uso dos hormônios para pessoas trans e em fase de transição, ou seja, o estrógeno e a progesterona para a mulher trans e também a testosterona para o homem trans.

É muito importante lembrar que não está correto o conceito de que a testosterona seria um "hormônio masculino" e os estrógeno e a progesterona seriam "hormônios femininos", já que ambos os tipos de organismo têm todos estes hormônios, apenas variando a quantidade e proporção entre eles.

Posição do autor.

   Ao fazer a terapia hormonal, dentro desse raciocínio, a pessoa trans não está colocando em seu               organismo algo estranho à sua natureza, está apenas alterando essas proporções de forma                       perfeitamente válida cientificamente para alcançar seus objetivos de transição.


Analisamos então a relação entre a ansiedade, a depressão e o uso de hormônios para pessoas trans.

A progesterona e a ansiedade na mulher trans

A progesterona não é naturalmente produzida em grandes quantidades pelo organismo inicialmente masculino, mas pode ser usada em terapias de reposição hormonal ou esteroides anabolizantes. O impacto da progesterona na ansiedade nesses casos ainda não foi extensivamente estudado, mas pode estar relacionado à modulação dos receptores GABA no cérebro, que estão associados à ansiedade em geral.

A progesterona e a depressão na mulher trans

Da mesma forma, o papel da progesterona na depressão nestes casos não foi amplamente investigado. Alguns estudos sugerem que a progesterona pode ter efeitos antidepressivos em certas populações.

O estrógeno e a ansiedade na mulher trans

O impacto do estrogênio na ansiedade em organismos inicialmente masculinos é pouco estudado, mas alguns estudos sugerem que flutuações nos níveis de estrogênio podem afetar o humor e a ansiedade, ressaltando a necessidade do acompanhamento médico para cálculo de dosagem, periodicidade, enfim, buscar a estabilidade que impede essas flutuações.

O estrógeno e a depressão na mulher trans

Embora o estrogênio seja geralmente considerado por muitos um hormônio feminino característico de mulheres cis, as mulheres trans também têm, naturalmente, níveis menores desse hormônio. Alguns estudos sugerem que a diminuição dos níveis de estrogênio em mulheres trans podem estar associada a sintomas depressivos, justificando seu uso, sempre dentro de um acompanhamento médico individualizado.

A combinação de progesterona e estrógeno na mulher trans

Como já vimos anteriormente a progesterona e o estrógeno não são "hormônios femininos", mas hormônios que ocorrem naturalmente em todas as pessoas. A mulher trans, no início de sua transição, apresenta níveis menores destes hormônios e busca, com o trabalho médico, aumentar sua presença em seu organismo.

O estado emocional da mulher trans pode sofrer com as flutuações, desequilíbrios desses hormônios, ou seja, o trabalho precisa buscar a estabilidade de doses, ou seja, a quantidade utilizada e também a regularidade, ou seja, o tempo exato entre as aplicações.

Os sintomas de ansiedade e depressão na mulher trans estão associados a níveis baixos de estrógeno, ou seja, seu uso é positivo, aumentando estes níveis para o organismo.

A interação entre o estrógeno e a progesterona pode influenciar o humor e o bem-estar emocional, justificando mais uma vez o planejamento e acompanhamento rigorosos feito por um especialista médico.

A progesterona também pode desempenhar um papel na regulação do humor em na mulher trans, embora sua influência seja menos compreendida em comparação com o estrógeno e a testosterona.

A testosterona e a ansiedade no homem trans

A testosterona é presente no organismo inicialmente feminino em quantidades menores, produzida principalmente pelos ovários e em menor grau pelas glândulas supra-renais. Flutuações nos níveis de testosterona podem estar associadas a sintomas de ansiedade, especialmente durante períodos de desequilíbrio hormonal, como a síndrome pré-menstrual (SPM) ou a menopausa. Isso sugere a importância do acompanhamento médico para determinação de doses, tempo entre aplicações, ou seja, levar o organismo à maior estabilidade possível, evitando essas flutuações.

Quando ocorre a síndrome do ovário policístico (SOP), uma condição que pode estar associada a níveis aumentados de testosterona, sugerem uma possível associação entre níveis elevados de testosterona e sintomas de ansiedade. 

A testosterona e a depressão no homem trans

Alguns estudos sugerem que baixos níveis de testosterona podem estar associados a sintomas depressivos em homens trans, enquanto outros não encontraram uma associação significativa.

A terapia de reposição de testosterona, quando o organismo entra na fase da pós-menopausa tem sido estudada como um possível tratamento para sintomas de depressão, mas os resultados são mistos e mais pesquisas são necessárias para entender completamente os efeitos da testosterona na depressão nesses casos.



Posição do autor

Apesar da imensa relevância da terapia hormonal para pessoas trans, note que na maioria dos                tópicos acima trabalhamos com poucos estudos científicos sérios que nos permitam conhecer                mais sobre a relação entre os hormônios e a ansiedade e a depressão.

Entre tantas e imensas lutas contra a LGBTQIA+FOBIA ainda é preciso apontar mais essa: a                falta de estudos, de investimentos, de foco científico nestas questões, o que mostra mais uma "cara         feia" e talvez uma das mais cruéis do preconceito: os prejuízos à saúde de tantas pessoas trans.


A seguir entraremos em um tema bastante relevante: de que forma a nutrição, ou seja, o forma com que a pessoa LGBTQIA+ pode interferir de forma positiva no uso de hormônios, tanto contribuindo para reduzir ou evitar efeitos colaterais quanto para melhorar o seu funcionamento no organismo.