O uso de hormônios é um dos principais recursos para a transição de gênero, além de trazer benefícios para a prática esportiva e outras situações.
Neste material não faremos sugestões de uso de nenhuma forma, o objetivo deste capítulo é trazer conhecimento sobre os riscos do uso incorreto e, principalmente, de que forma a sua alimentação pode contribuir para reduzir e até evitar diversos riscos, além de melhorar o efeito e funcionamento dos hormônios utilizados.
Nutrição para quem usa hormônios é um tema ainda submerso em um mar de preconceitos, portanto pouco explorado. Considero a informação fundamental para a saúde de quem faz esse uso.
Esse é um trabalho que deve ser feito por um profissional médico especializado, pois a escolha incorreta dos hormônios, muito comum no uso sem prescrição médica, além de erros de dosagem e de periodicidade das aplicações podem causar danos a diversos órgãos e sistemas do corpo.
Alguns dos órgãos mais frequentemente afetados incluem:
1. Fígado.
Muitos hormônios são metabolizados pelo fígado, e o uso indiscriminado pode levar a danos hepáticos, incluindo hepatite, cirrose e até falência hepática. Os esteroides anabolizantes, por exemplo, são conhecidos por causar danos hepáticos graves em casos de uso inadequado.
2. Coração e Vasos Sanguíneos.
Alguns hormônios, como esteroides anabolizantes, podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), hipertensão arterial e coágulos sanguíneos.
3. Rins.
O uso excessivo de hormônios pode ser associado ao consumo em excesso de proteínas e sobrecarregar os rins, levando a problemas como insuficiência renal aguda ou crônica.
4. Sistema Endócrino.
O uso inadequado de hormônios pode interferir no funcionamento normal do sistema endócrino, levando a desequilíbrios hormonais, disfunção hormonal e condições como diabetes e problemas da tireoide.
5. Cérebro e Sistema Nervoso Central.
Alguns hormônios podem afetar o cérebro e o sistema nervoso central, levando a alterações de humor, ansiedade, depressão e até mesmo distúrbios psicóticos.
6. Sistema Reprodutivo.
O uso inadequado de hormônios pode afetar a fertilidade e a função reprodutiva, tanto em homens quanto em mulheres. Isso pode incluir diminuição da produção de esperma, irregularidades menstruais, infertilidade e até mesmo danos permanentes aos órgãos reprodutivos.
Percebe a forma direta com que se relacionam os problemas de saúde e as mais diversas formas inadequadas de usar os hormônios? Excessos e exageros de doses surgem como o principal fator.
Portanto a primeira regra para ter saúde usando hormônios, antes mesmo de pensarmos na alimentação é essa:
É fundamental destacar que o uso de hormônios sem prescrição médica é extremamente perigoso e pode ter consequências graves para a saúde. Sem a supervisão adequada de um profissional de saúde, é difícil monitorar os efeitos colaterais e os riscos associados ao uso dessas substâncias.
Não se automedique! Não copie o que a pessoa que você conhece está fazendo, porque cada organismo é diferente e o que serve para uma pessoa pode fazer muito mal para outra. Este tipo de tratamento deve ser individualizado, personalizado.
Vamos analisar, para esses órgãos e sistemas do nosso corpo os danos que podem ser causados e os cuidados com a alimentação que podem colaborar para evitar ou reduzir estes efeitos colaterais indesejáveis.
Perceba que fazer esta alimentação correta não irá "blindar" você contra efeitos colaterais, portanto não é recomendado abusar dos hormônios e cometer os erros citados anteriormente e contar com a alimentação como se fosse um escudo protetor contra estes efeitos!
Alimentação saudável na redução de efeitos colaterais dos hormônios
Quando um medicamento, sejam os hormônios ou outros, chega a um órgão, alguma parte do nosso corpo e causam efeitos colaterais indesejados, fazendo mal e podendo causar doenças como hipertensão, trombose, hepatite medicamentosa, hipertrofia do coração e outras, conta muito o "ambiente" que o medicamento encontra, se está favorável ou não, se está forte ou fraco e a mercê das doenças.
Um exemplo bem simples: se a pessoa tem o fígado enfraquecido pelo excesso de bebidas alcoólicas, este fígado estará muito mais fraco, com um ambiente muito mais suscetível para uma doença no fígado causada pelo excesso de hormônios, ao contrário do que aconteceria com o fígado de uma pessoa saudável e que faz uma alimentação mais natural.
Fígado.
Uma alimentação saudável pode beneficiar o fígado ao reduzir a carga de toxinas e gorduras, promover a função hepática adequada e prevenir doenças como esteatose hepática e cirrose.
Dietas ricas em vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras, além de limitar o consumo de álcool e alimentos processados são recomendadas.
Esses hábitos podem reduzir o acúmulo de gordura no fígado, melhorar a sensibilidade à insulina e diminuir a inflamação hepática, contribuindo para a saúde do fígado a longo prazo.
Coração e vasos sanguíneos.
Sabemos que é possível beneficiar o coração e os vasos sanguíneos com uma alimentação saudável, reduzindo o risco de doenças cardiovasculares, como doença arterial coronariana e hipertensão. Assim o coração torna-se mais forte, menos frágil e suscetível a malefícios que os hormônios poderiam causar.
O recomendado é consumir frutas, vegetais, grãos integrais, peixes gordurosos e gorduras saudáveis, como as encontradas em nozes e abacates, pois esses alimentos ajudam a reduzir o colesterol LDL, a pressão arterial e a inflamação, além de melhorar a saúde dos vasos sanguíneos, prevenindo assim a formação de coágulos sanguíneos e trombose.
Prevenção de trombose para quem usa hormônios
Para prevenção de trombose, uma dieta equilibrada pode desempenhar um papel muito importante, essencial para quem faz uso de hormônios, pois esse torna o sangue mais expesso, "grosso", condição muito propícia para a trombose.
Recomenda-se uma dieta rica em alimentos que possam ajudar a reduzir a formação de coágulos sanguíneos e melhorar a saúde vascular.
1. Alimentos ricos em ômega-3.
Peixes gordurosos como salmão, sardinha e cavala são fontes excelentes de ácidos graxos ômega-3, que ajudam a reduzir a agregação plaquetária e a inflamação, contribuindo para a prevenção da trombose.
2. Frutas e vegetais.
Frutas e vegetais são ricos em fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes que ajudam a promover a saúde vascular e reduzir o risco de formação de coágulos.
3. Grãos integrais.
Grãos integrais como aveia, quinoa e arroz integral são fontes de fibras e outros nutrientes que ajudam a manter os vasos sanguíneos saudáveis e a reduzir o risco de trombose.
4. Alimentos ricos em flavonoides.
Alimentos como cacau, chá verde, uvas e frutas cítricas são ricos em flavonoides, que têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que podem ajudar a prevenir a formação de coágulos sanguíneos.
5. Água pura.
Manter-se bem hidratado é importante para garantir a fluidez do sangue e reduzir o risco de coágulos. É importante ressaltar que uma dieta saudável deve ser combinada com outros hábitos de vida saudáveis, como a prática regular de exercícios físicos e a não utilização de tabaco.
Os rins
A alimentação desempenha um papel fundamental na saúde dos rins, ajudando a prevenir doenças renais e a manter a função renal adequada.
Alguns dos melhores hábitos e alimentos para a saúde dos rins incluem:
1. Hidratação adequada.
Beber água suficiente é essencial para a saúde renal, pois ajuda a eliminar toxinas e resíduos do corpo, reduzindo o risco de formação de cálculos renais.
2. Redução do consumo de sódio.
Limitar a ingestão de sódio pode ajudar a controlar a pressão arterial e reduzir o risco de doenças renais, como a hipertensão e a doença renal crônica. Importante observar que o sódio está principalmente no sal de cozinha e nos alimentos industrializados. A solução para reduzir seu consumo é evitar esse tipo de alimentos e substituir, no saleiro, o sal de cozinha pelo sal marinho.
3. Dieta balanceada.
Uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, e pobre em gorduras saturadas e açúcares adicionados, pode promover a saúde renal ao fornecer os nutrientes necessários e reduzir a carga de trabalho dos rins.
4. Controle do consumo de proteínas.
O excesso de proteínas na dieta pode sobrecarregar os rins, especialmente em pessoas com doença renal pré-existente. Portanto, é importante consumir proteínas de alta qualidade e controlar as porções.
5. Evitar o consumo excessivo de álcool.
O álcool em excesso pode ser prejudicial aos rins, levando à desidratação e danos renais.
6. Monitoramento dos níveis de açúcar no sangue.
Manter os níveis de glicose no sangue sob controle é essencial para prevenir danos aos rins associados à diabetes. Ao adotar esses hábitos alimentares saudáveis, é possível proteger a saúde dos rins e reduzir o risco de desenvolver doenças renais.
Sistema endócrino.
Uma alimentação saudável também irá desempenhar um papel crucial no bom funcionamento do sistema endócrino, que é responsável pela produção e regulação de hormônios essenciais para diversas funções do corpo. Este é, portanto, o primeiro sistema do corpo que é alterado, afetado diretamente pelo uso de hormônios
Alguns dos melhores alimentos e nutrientes para apoiar o sistema endócrino incluem:
1. Alimentos ricos em fibras
As fibras ajudam a regular os níveis de açúcar no sangue e a melhorar a sensibilidade à insulina, contribuindo para a saúde do sistema endócrino. Fontes de fibras incluem frutas, vegetais, legumes e grãos integrais
2. Gorduras saudáveis
Ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 são importantes para a produção de hormônios, como os hormônios da tireoide e os hormônios esteróides sexuais. Importante observar que os hormônios "esteróides" são aqueles que nosso corpo fabrica a partir do colesterol.
Fontes de gorduras saudáveis incluem peixes gordurosos, nozes, sementes e abacate.
3. Proteínas de alta qualidade
As proteínas são essenciais para a produção de hormônios e para o funcionamento geral do sistema endócrino. Opte por fontes de proteínas magras, como peixes, aves, ovos e legumes.
4. Micronutrientes
Vitaminas e minerais desempenham papéis importantes na regulação hormonal e no funcionamento do sistema endócrino. Alguns nutrientes chave incluem vitamina D, selênio, zinco e magnésio, encontrados em uma variedade de alimentos, como peixes, frutos do mar, ovos, nozes, sementes e vegetais de folhas verdes.
Cérebro e sistema nervoso central.
No caso do cérebro, a alimentação saudável fornece os nutrientes necessários para a função cognitiva adequada, protegendo contra o estresse oxidativo e reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas.
Alguns dos melhores alimentos e suplementos para o cérebro e o sistema nervoso central incluem:
1. Ácidos graxos ômega-3.
Os ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes gordurosos, nozes, sementes de linhaça e chia, são importantes para a saúde cerebral, promovendo a função cognitiva e reduzindo o risco de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
2. Antioxidantes.
Antioxidantes como as vitaminas C e E, encontradas em frutas cítricas, berries, nozes e sementes, ajudam a proteger o cérebro contra o estresse oxidativo, que pode danificar as células cerebrais e contribuir para o envelhecimento cognitivo.
3. Vitaminas do complexo B.
As vitaminas do complexo B, especialmente a vitamina B12, são essenciais para a saúde do sistema nervoso central e para a produção de neurotransmissores. Fontes de vitamina B incluem carnes magras, ovos, laticínios e vegetais de folhas verdes.
4. Curcumina.
A curcumina, encontrada na cúrcuma, tem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes que podem ajudar a proteger o cérebro contra o estresse oxidativo e reduzir a inflamação neurogênica.
5. Suplementos de ômega-3.
Em alguns casos, suplementos de ômega-3 podem ser recomendados para garantir uma ingestão adequada desse nutriente essencial para a saúde cerebral.
6. Dieta mediterrânea.
Estudos mostraram que a dieta mediterrânea, rica em frutas, vegetais, peixes, nozes e azeite de oliva, está associada a um menor risco de declínio cognitivo e doenças neurodegenerativas. Ao incorporar esses alimentos e nutrientes em uma dieta equilibrada, é possível promover a saúde do cérebro e do sistema nervoso central ao longo da vida.
Sistema reprodutivo
A alimentação saudável desempenha um papel fundamental na saúde do sistema reprodutivo, tanto para homens quanto para mulheres.
A dieta equilibrada e nutritiva pode ajudar a otimizar a fertilidade, promover uma gravidez saudável e reduzir o risco de complicações relacionadas à reprodução.
Alguns dos benefícios da alimentação saudável para o sistema reprodutivo incluem:
1. Regulação hormonal.
Nutrientes específicos, como zinco, selênio e ácidos graxos ômega-3, são importantes para a regulação hormonal e a produção de hormônios sexuais, o que pode influenciar a fertilidade e a saúde reprodutiva.
2. Saúde dos órgãos reprodutivos.
Uma dieta rica em antioxidantes, vitaminas e minerais pode promover a saúde dos órgãos reprodutivos, incluindo ovários, útero, testículos e próstata, ajudando a manter sua função adequada.
3. Fertilidade.
Alguns alimentos e nutrientes foram associados a uma melhor fertilidade em homens e mulheres. Por exemplo, a vitamina E, encontrada em nozes e sementes, pode melhorar a qualidade dos espermatozoides, enquanto os antioxidantes presentes em frutas e vegetais podem proteger os óvulos e espermatozoides contra danos.
4. Redução de inflamação.
Uma dieta anti-inflamatória, rica em alimentos como peixes gordurosos, frutas, vegetais e especiarias, pode ajudar a reduzir a inflamação no sistema reprodutivo, o que pode melhorar a função ovariana e testicular, bem como a qualidade dos óvulos e espermatozoides.
Alguns dos melhores alimentos e suplementos para a saúde do sistema reprodutivo incluem:
1. Alimentos ricos em zinco
Carne vermelha magra, frutos do mar, feijões, nozes e sementes.
2. Alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3.
Peixes gordurosos, como salmão, sardinha e atum, além de sementes de linhaça, chia e nozes.
3. Frutas e vegetais coloridos.
Fontes de antioxidantes, vitaminas e minerais essenciais para a saúde reprodutiva. - Suplementos vitamínicos e minerais: Em alguns casos, suplementos contendo nutrientes como ácido fólico, vitamina D, vitamina E, zinco e selênio podem ser recomendados para apoiar a saúde do sistema reprodutivo.
Benefícios e riscos da testosterona para o homem trans
Para o organismo que inicialmente era feminino, o uso de testosterona pode apresentar uma série de riscos para a saúde, especialmente quando utilizada sem supervisão médica adequada.
Um dos principais riscos, ou tratados como riscos por quem não deseja a transição masculina, é a chamada virilização, que é o desenvolvimento de características masculinas secundárias. Isso pode incluir o crescimento de pelos faciais e corporais, engrossamento da voz, aumento do clitóris e alterações, incluindo a amenorréia, a parada do ciclo menstrual.
Importante observar que são extremamente escassos os estudos para uso da tesosterona por homens trans. Portanto, muitos efeitos desejados, como estes citados anteriormente são tratados na maioria dos estudos como efeitos colaterais indesejáveis. trabalhamos com estas informações e trazemos para o processo de transição de gênero de forma favorável e positiva.
Existem outros efeitos, no entanto, que não fazem parte dos objetivos da hormonização para transição e precisam ser cuidados.
1. Alterações Hormonais.
O uso de testosterona pode causar desequilíbrios hormonais nas mulheres, afetando a produção de outros hormônios, como o estrogênio e a progesterona.
2. Riscos Cardiovasculares.
Assim como nos homens cis usuários, o aumento dos níveis de testosterona pode estar associado a um maior risco de eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e AVCs.
3. Alterações Emocionais e Comportamentais.
O uso de testosterona pode afetar o humor e o comportamento, podendo levar a alterações de humor, aumento da agressividade e outros efeitos psicológicos adversos.
4. Alterações na Fertilidade.
O uso de testosterona pode afetar a fertilidade, interferindo na ovulação e na função dos ovários. Em toda questão relativa à fertilidade destaco as muitas possibilidades de decisões de cada pessoa em relação a ter ou não uma gestação, independente de sua transição. Assim este Guia aborda a questão de forma técnica, sem entrar em outras discussões.
É importante ressaltar que o uso de testosterona por mulheres cis está geralmente prescrito em casos específicos, como na terapia de reposição hormonal para mulheres com deficiência de testosterona devido a condições médicas como a síndrome dos ovários policísticos. Outras usam para melhora da performance esportiva e questões estéticas como o aumento de músculos.
O uso da testosterona para transição e manutenção de homens trans tem crescido e novos estudos serão cada vez mais necessários para que o trabalho possa ser feito com maior eficácia e segurança.
Uma coisa é certa e válida para todos os casos: o uso de testosterona deve ser cuidadosamente monitorado por um médico para minimizar os riscos para a saúde,
Como homens trans podem aproveitar a testosterona para o ganho de músculos e performance esportiva?
Quando o homem trans faz uso de testosterona para sua transição e deseja também o ganho de massa muscular por motivos estéticos e/ou esportivos, é importante lembrarmos que essa mesma testosterona é um hormônio crucial para o crescimento muscular, pois:
- Aumenta a síntese de proteínas nos músculos.
- Promove a recuperação pós-exercício.
- Estimula o crescimento das fibras musculares.
A chave para que isso aconteça é fazer exercícios de musculação e uma alimentação rica em proteínas, que irá otimizar os efeitos da testosterona no ganho de massa muscular, pois as proteínas fornecem, em sua digestão, a quebra das suas moléculas em aminoácidos necessários para a síntese proteica.
Fontes de proteína de alta qualidade incluem carne magra, peixe, ovos, laticínios, leguminosas (arroz e feijão juntos) e suplementos proteicos, como Albumina e Whey Protein, além dos Aminoácidos Essenciais e os de cadeia ramificada (BCAA).
Qual a quantidade diária de proteínas recomendada para atletas?
Para atletas e pessoas envolvidas em atividades físicas intensas, as recomendações de consumo de proteínas são geralmente mais altas do que para as demais pessoas, devido ao aumento das necessidades de reparo muscular e síntese proteica.
Recomenda-se uma ingestão de proteínas na faixa de 1,2 a 2,2 gramas por quilo de peso corporal por dia, dependendo do tipo, intensidade e duração do exercício, bem como dos objetivos individuais de treinamento, de forma que é necessária uma avaliação e ajuste personalizado, feitos por nutricionista.
Como calcular estas quantidades?
Vamos supor que a pessoa irá consumir 2 gramas de proteínas por Kg do seu peso corporal e esta pessoa pesa 70 kg.
Temos 2g de proteína para cada Kg, ou seja, 2 (g de proteína) X 70 (peso da pessoa), com um resultado de 140g de proteínas que deverá consumir por dia.
Não se trata do peso do alimento, mas sim de quanta proteína existe naquele alimento! Observe esta tabela para saber quanta proteína tem nos principais alimentos proteicos:
- Cada 100g de ervilhas = 8g de proteínas
- Cada100g de feijão cozido = 9g de proteínas
- Cada 100g de iogurte grego = 10g de proteínas
- Cada 100g de ovo cozido = 13g de proteínas
- Cada 100g soja cozida = 16g de proteínas
- Cada 100g peixe tilápia = 17g de proteínas
- Cada 100g de peixe salmão cozido = 23g de proteínas
- Cada 100g de atum em lata = 27g de proteínas
- Cada 100g de peito de frango cozido = 31g de proteínas
- Cada 100g de patinho moído cozido = 35g de proteínas
- Cada 100g de whey porotein concentrado = 76g de proteínas (em média)
- Cada 100g de whey protein isolado = 83g de proteínas (em média)
Dessa forma a pessoa de 70 kg do nosso exemplo deverá montar seu prato com os alimentos a que tem acesso até somar os 140g de proteínas de que necessita no dia, podendo este número, esta meta, estar dividida em várias refeições.
A parada da menstruação nos homens trans e os riscos para a saúde dos ossos.
Quando pensamos nos benefícios da testosterona para o homem trans algo que se destaca é a parada da menstruação, ou amenorréia.
Todas as referências científicas apontam o assunto como um efeito colateral ruim, ou seja, um distúrbio hormonal que causa um desequilíbrio no organismo e faz a menstruação parar.
As referências dizem: "Quando a testosterona é utilizada de forma inadequada, especialmente em doses elevadas e por períodos prolongados, pode causar distúrbios hormonais que levam à amenorreia. Essa interrupção no ciclo menstrual pode ter várias consequências para a saúde"
No caso do homem trans este é um benefício bastante desejado, mas ainda assim precisamos analisar os efeitos negativos para a saúde, para prevenir, reduzir e até evitá-los. São eles:
1- Desregulação hormonal.
O desequilíbrio hormonal causado pela interrupção da menstruação pode afetar negativamente o funcionamento do sistema reprodutivo e outros sistemas do corpo.
2- Complicações reprodutivas.
A amenorreia pode levar à infertilidade temporária ou permanente, dependendo da causa subjacente.
Este próximo iremos analisar mais a fundo, porque trata-se de algo que ameaça a saúde do homem trans e precisa ser trabalhado com a máxima seriedade:
3- Perda óssea.
A interrupção dos ciclos menstruais pode levar à perda de densidade óssea e aumentar o risco de osteoporose e fraturas ósseas.
Para homens trans que estão fazendo uso de testosterona e desejam lidar com o possível impacto na densidade óssea, é importante adotar cuidados alimentares que promovam a saúde óssea.
Estas são as recomendações alimentares fundamentais para este caso:
1- Consumo adequado de alimentos ricos em cálcio.
O cálcio é essencial para a saúde óssea.
Homens trans devem garantir a ingestão adequada de alimentos ricos em cálcio, como laticínios (leite, queijo, iogurte), vegetais verdes folhosos (espinafre, couve) e alimentos fortificados. O consumo destes alimentos é, neste caso, muito superior e mais saudável do que ingerir suplementos de cálcio.
2- Vitamina D.
A vitamina D desempenha um papel crucial na absorção de cálcio. Homens trans devem garantir a exposição regular ao sol e/ou considerar suplementação de vitamina D, especialmente se houver limitações na exposição solar.
Alimentos como salmão, atum, gema de ovo e alimentos fortificados também são fontes de vitamina D.
3- Magnésio.
O magnésio é importante para a saúde óssea e pode ajudar na absorção de cálcio.
Boas fontes de magnésio incluem nozes, sementes, grãos integrais, vegetais de folhas verdes e leguminosas.
4- Proteína.
A proteína desempenha um papel na construção e manutenção da massa óssea.
Incluir fontes de proteína magra na dieta, como carne magra, peixe, frango, ovos, tofu e leguminosas, pode ser benéfico.
5- Limitação ou exclusão do consumo de álcool e cafeína
O consumo excessivo de álcool e cafeína pode interferir na absorção de cálcio e contribuir para a perda óssea.
É crucial que essas recomendações dietéticas sejam combinadas com uma boa saúde geral, incluindo exercícios de fortalecimento muscular e atividade física regular.
Hematopoiese, como manter a saúde do sangue com o uso da testosterona.
A testosterona pode ter impacto no processo de formação de células sanguíneas na medula óssea, chamado hematopiatose.
Em homens trans em tratamento com testosterona, podem ocorrer alterações na contagem de glóbulos vermelhos (hemácias) e na produção de hemoglobina, o que pode afetar a hematopoiese. Assim, para manter a saúde do sangue durante o tratamento com testosterona, é importante adotar algumas condutas alimentares:
1- Consumo de alimentos ricos em ferro.
O ferro é essencial para a formação das hemácias e da hemoglobina.
Incluir alimentos como carne vermelha magra, frango, peixe, leguminosas, folhas verde-escuras e cereais enriquecidos com ferro pode ajudar a garantir uma ingestão adequada desse mineral.
2- Fontes de vitamina B12 e ácido fólico
Essas vitaminas são importantes para a produção de glóbulos vermelhos.
Alimentos como carne, peixe, ovos, laticínios, vegetais folhosos e leguminosas são boas fontes de vitamina B12 e ácido fólico.
3- Ingerir vitamina C.
A vitamina C ajuda na absorção de ferro pelo organismo.
Consumir alimentos ricos em vitamina C, como frutas cítricas, morangos, kiwi e pimentões, pode potencializar a absorção de ferro.
4- Manter uma dieta equilibrada
Uma dieta variada e equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais e proteínas magras, pode fornecer os nutrientes essenciais para a saúde hematológica geral.
Ao adotar essas condutas alimentares, é possível ajudar a promover uma hematopoiese saudável em homens trans em tratamento com testosterona, recomendando sempre uma atenção e atendimento mais personalizado com profissional de nutrição.
O mesmo vale para o homem cis que utiliza os hormônios para ganho de músculos e performance esportiva.
A acne e o uso da testosterona.
A acne é uma preocupação comum entre homens trans que estão em tratamento com testosterona devido ao aumento dos níveis hormonais.
Estudos sugerem que a testosterona pode aumentar a produção de sebo na pele, levando ao surgimento de acne em alguns casos e, para reduzir esse problema, é importante adotar uma conduta nutricional adequada, incluindo:
1- Consumo de alimentos anti-inflamatórios.
Alimentos ricos em ômega-3, como peixes gordurosos (salmão, sardinha) e sementes de linhaça, podem ajudar a reduzir a inflamação associada à acne.
2- Evitar alimentos inflamatórios.
Evitar alimentos processados, ricos em gorduras saturadas e açúcares refinados, pois estes podem aumentar a inflamação e piorar a acne de forma que reduzir o consumo desses alimentos pode ser benéfico.
3- Incluir alimentos ricos em zinco.
O zinco desempenha um papel importante na saúde da pele e pode ajudar a reduzir a acne.
Alimentos como carne, frutos do mar, nozes e sementes são boas fontes de zinco.
4- Consumir antioxidantes.
Antioxidantes encontrados em frutas e vegetais coloridos podem ajudar a proteger a pele contra danos causados pelos radicais livres e promover a saúde da pele.
5- Manter-se hidratado.
Beber bastante água pode ajudar a manter a pele hidratada e a eliminar toxinas, o que pode ser benéfico para prevenir a acne.
Ao adotar uma dieta equilibrada e saudável, é possível ajudar a reduzir a gravidade e a incidência da acne em homens trans em tratamento com testosterona. No entanto, é importante consultar um profissional de saúde para obter orientações personalizadas e monitoramento adequado durante o tratamento, além dos tratamentos estéticos e cosméticos possíveis.
Testosterona, aromatase e estradiol no homem trans.
A testosterona no organismo, seja produzida pelo próprio organismo (endógena) ou aplicada (exógena) sofre a ação de uma enzima chamada aromatase, que transforma uma parte dessa testosterona em estradiol.
Este é um processo natural do corpo, benéfico para a saúde, uma vez que o estradiol tem diversas funções, incluindo a libido e a proteção da saúde cardiovascular.
No entanto, quando as doses de testosterona aplicada são mais elevadas, saindo dos números da produção natural, como ocorre com homens trans e atletas de fisiculturismo, por exemplo, passamos a ter uma presença elevada e indesejada de estradiol.
No homem trans esse excesso de estradiol prejudica sua estética de diversas formas, como por exemplo acumulando ou atrapalhando a perda de gordura no peito, ancas, quadril e pernas.
Como evitar a cahamada aromatização da testosterona, com esses efeitos indesejáveis?
É preciso entender que a enzima aromatase, responsável por essa transformação é encontrada em vários tecidos do corpo humano, destacando-se o tecido adiposo, a camada de gordura sob a pele. Quanto maior a quantidade de tecido adiposo, maior a atividade da aromatase e, portanto, maior a conversão de testosterona em estrogênio.
Isso foi demonstrado em vários estudos. Por exemplo, um estudo publicado na revista "Obesity Research" mostrou que a expressão da aromatase em tecido adiposo estava correlacionada positivamente com o índice de massa corporal (IMC) em mulheres obesas. Outro estudo, publicado no "Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism", também encontrou uma correlação entre a quantidade de tecido adiposo e os níveis de estradiol em homens obesos.
Embora não tenham sido realizados com pessoas trans, estes estudos apontam para a importância de manter um baixo percentual de gordura corporal para reduzir a atividade da aromatase e, consequentemente, minimizar a conversão de testosterona em estradiol no tecido adiposo.
A libido no homem trans que utiliza testosterona
O aumento da libido é um efeito comum do uso de testosterona em homens trans.
Alimentos ricos em zinco, como carne vermelha, frutos do mar, sementes de abóbora e grãos integrais e alimentos ricos em vitamina D, como peixes gordurosos e cogumelos podem potencializar o aumento da libido e beneficiar a saúde sexual.
Benefícios e riscos da progesterona e estradiol para a mulher trans
Para o organismo inicialmente masculino, o uso de progesterona e estradiol pode apresentar, além dos efeitos desejados alguns riscos para a saúde, especialmente quando utilizados sem supervisão médica adequada.
Falando dos benefícios:
Quando uma mulher trans utiliza estrogênio e progesterona como parte da terapia de transição de gênero, ela pode experimentar uma série de mudanças físicas que contribuem para a feminilização do corpo.
Alguns dos benefícios incluem:
1- Desenvolvimento de tecido mamário.
O estrogênio promove o crescimento do tecido mamário (seios), resultando em aumento do tamanho e sensibilidade das mamas.
2- Redistribuição de gordura.
O estrogênio pode ajudar a redistribuir a gordura corporal, levando a uma aparência mais feminina, com depósitos de gordura aumentados nos quadris, coxas e nádegas.
3- Suavização da pele.
O estrogênio pode causar uma pele mais suave e mais fina, com menos pelos faciais e corporais.
4- Redução da massa muscular.
O estrogênio pode levar à perda de massa muscular e diminuição da força, contribuindo para uma aparência mais delicada e feminina.
5- Mudanças na distribuição de pelos corporais.
O estrogênio pode reduzir o crescimento de pelos faciais e corporais, tornando-os mais finos e menos visíveis.
É importante observar que os efeitos da terapia hormonal podem variar de pessoa para pessoa e podem depender de fatores como idade, dose hormonal e tempo de tratamento.
Por outro lado, alguns dos principais riscos incluem:
1. Alterações Hormonais.
O uso de progesterona e estradiol pode causar desequilíbrios hormonais nos organismos inicialmente masculinos, afetando a produção natural de hormônios como a testosterona. Isso pode levar a uma série de efeitos colaterais, incluindo disfunção erétil, diminuição da libido e alterações no humor.
2. Ginecomastia.
O uso de estradiol, em particular, pode aumentar o risco de desenvolvimento de ginecomastia, que é o crescimento anormal das glândulas mamárias nos homens. Isso pode levar ao aumento do tecido mamário e sensibilidade nos seios. Trata-se portanto de um efeito colateral desejável para a maioria das mulheres trans, mas que pode não ser agradável para aquela que não deseja esta mudança estética em seu corpo.
3. Riscos Cardiovasculares.
O uso de estradiol pode estar associado a um maior risco de eventos cardiovasculares, como ataques cardíacos e AVCs, especialmente nos organismos inicialmente masculinos mais idosos ou com fatores de risco cardiovascular preexistentes.
4. Alterações Metabólicas.
O uso de progesterona e estradiol pode afetar o metabolismo dos organismos inicialmente masculinos, levando a alterações no peso corporal, distribuição de gordura e sensibilidade à insulina.
Lembramos que fora do uso para transição, a progesterona e o estradiol em homens cis são geralmente prescritos em casos específicos, como parte de terapias de reposição hormonal para tratar condições médicas como a deficiência de hormônios.
Em ambos os casos o uso desses hormônios deve ser cuidadosamente monitorado por um médico para minimizar os riscos para a saúde e os cuidados alimentares que descrevemos anteriormente neste capítulo devem ser seguidos da melhor forma possível.
Varizes na mulher trans. Como a alimentação pode ajudar a evitar?
Mulheres trans em tratamento hormonal podem apresentar um aumento do risco de varizes devido às alterações hormonais, especialmente se estiverem usando terapia de reposição de estrogênio. Isso acontece porque o estrogênio pode contribuir para o enfraquecimento das paredes das veias, levando ao desenvolvimento de varizes.
Para prevenir e tratar o problema das varizes em mulheres trans em tratamento hormonal, temos algumas condutas alimentares recomendadas:
1- Consumo de alimentos ricos em flavonoides.
Os flavonoides têm propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que podem ajudar a fortalecer as paredes dos vasos sanguíneos.
Alimentos como frutas cítricas, uvas, mirtilos, amoras, maçãs, cebolas e alho são boas fontes de flavonoides.
2- Ingestão adequada de fibras
Uma dieta rica em fibras pode ajudar a prevenir a constipação intestinal, que habitualmente contribui para o desenvolvimento de varizes. Além disso, as fibras auxiliam na redução da pressão intra-abdominal, o que pode aliviar a pressão sobre as veias das pernas.
Consuma frutas, vegetais, legumes e grãos integrais, excelentes fontes de fibras.
3- Consumo de alimentos ricos em vitamina C.
A vitamina C é importante para a saúde vascular, pois ajuda na produção de colágeno, essencial para a integridade das paredes dos vasos sanguíneos.
Frutas cítricas, morangos, kiwi, pimentões e brócolis são boas fontes de vitamina C.
4- Manter um peso saudável.
O excesso de peso pode aumentar a pressão sobre as veias das pernas, contribuindo para o desenvolvimento de varizes.
Uma dieta equilibrada e a prática regular de exercícios físicos podem ajudar a manter um peso saudável e reduzir o risco de varizes .
Adotar essas condutas alimentares junto com um estilo de vida saudável pode ajudar a prevenir e tratar o problema das varizes em mulheres trans em tratamento hormonal. No entanto, é sempre importante consultar um profissional de saúde para orientações específicas e acompanhamento adequado.
A libido na mulher trans que utiliza hormônios
Para mulheres trans em tratamento hormonal com estrogênio e progesterona, os efeitos na libido podem variar.
Algumas mulheres podem experimentar uma redução na libido devido às mudanças hormonais, enquanto outras podem não notar uma diferença significativa ou até mesmo experimentar um aumento na libido.
A queda de libido pode ser agravada pelo uso de bloqueadores de testosterona em mulheres trans, uma vez que esses medicamentos reduzem ainda mais os níveis de hormônios masculinos no corpo. Isso pode levar a uma diminuição do desejo sexual e da excitação.
No caso de uma redução na libido, não existem recomendações alimentares específicas comprovadas para minimizar esse efeito. No entanto, uma dieta balanceada e saudável pode ajudar a promover o bem-estar geral e a saúde sexual.
Alimentos ricos em antioxidantes, como frutas e vegetais coloridos, e alimentos que promovem a saúde cardiovascular, como peixes gordurosos ricos em ômega-3, podem ser benéficos para a saúde sexual.
É importante sempre lembrar que a libido é influenciada por uma variedade de fatores, incluindo hormônios, mas também a saúde mental, relacionamentos e contexto social e que cada pessoa pode responder de forma diferente ao tratamento hormonal.
Reposição hormonal para homens cis na melhor idade
Embora o assunto hormonização seja mais comumente abordado quando pensamos em pessoas trans, existe este grupo de homens cis, homossexuais, bisexuais, não bináries e outros que, ao chegar na terceira idade, podem se beneficiar muito da reposição de testosterona para manter sua vitalidade, saúde, desejo e performance sexual entre outros benefícios.
Naturalmente trata-se de um trabalho que só pode ser feito, planejado e acompanhado por uma pessoa especialista neste tipo de medicina, mas vamos abordar aqui, em linhas gerais, este assunto.
A terceira idade é geralmente considerada a partir dos 60 anos, embora essa definição possa variar de acordo com o contexto e a região.
A reposição hormonal com testosterona em homens na terceira idade pode trazer diversos benefícios, incluindo:
1- Melhora da densidade óssea.
A testosterona ajuda a manter a densidade óssea e pode ajudar a prevenir a osteoporose em homens mais velhos.
2- Aumento da massa muscular e força.
A testosterona pode ajudar a manter e aumentar a massa muscular, além de melhorar a força muscular em homens mais velhos, o que contribui para a mobilidade e a independência.
3- Melhora do humor e bem-estar.
A reposição de testosterona pode ajudar a melhorar o humor, reduzir os sintomas de depressão e aumentar a sensação de bem-estar em homens idosos.
4- Aumento da libido e função sexual.
A testosterona desempenha um papel importante na libido e função sexual em homens, e a reposição hormonal pode ajudar a melhorar esses aspectos em homens mais velhos.
A alimentação de homens na terceira idade que estão passando por reposição hormonal com testosterona deve ser feita com uma dieta equilibrada e rica em nutrientes essenciais, como proteínas, vitaminas e minerais.
É importante consumir alimentos que promovam a saúde óssea, muscular e cardiovascular, como frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis.